Festa dos Tabuleiros. Foto: Luís Ribeiro

Tomar inaugura este sábado três exposições integradas na programação da Festa dos Tabuleiros. Destaque para aquela que celebra os 120 anos do nascimento da pintora Maria de Lourdes Mello e Castro, um dos nomes mais relevantes da criação artística tomarense no século XX. Em contraponto, João Lourenço Costa Rosa mostra a visão de um jovem artista sobre a Festa, enquanto três fotógrafos (José Bizarro, José Matias e Luís Ribeiro) apresentam o seu olhar documental.

Por ordem de abertura, a primeira exposição a inaugurar será “Foi bonita a Festa, pá”, de João Lourenço Costa Rosa, às 15h00, na Casa Manuel Guimarães, que o autor explicita da seguinte forma: “Seguindo para o templo das cores / Sigo o perfume do pão / E chego à festa / Dos guardadores de flores”. Patente até 24 de setembro, de quarta a sexta, das 14h00 às 18h00; ao sábado e domingo, das 10h00 às 13h00 e das 14h00 às 18h00.

ÀS 15h30 abre no Centro de Estudos em Fotografia de Tomar, na Casa dos Cubos, “Imagens da Festa”, de José Bizarro, José Matias e Luís Ribeiro, três fotógrafos tomarenses convidados por aquela entidade para apresentarem uma síntese do trabalho que desenvolveram ao longo das últimas edições da Festa dos Tabuleiros. De cada autor agregou-se um conjunto de imagens, onde embora documentem a Festa também nela parecem participar, tal a proximidade pressentida à qual os tomarenses seguramente não são alheios. Visitável até 3 de setembro, de segunda a sexta, das 10 às 13 e das 14 às 18 horas; ao sábado e domingo, das 14 às 18 horas.

Pelas 16 horas, será a vez da exposição “Desenhos”, de Maria de Lourdes de Mello e Castro, onde se mostra um conjunto significativo de desenhos inéditos, realizados sobretudo nas décadas de 20 e 30 do século passado. É uma coleção de desenhos feitos a carvão, a sanguínea ou a pastel sobre papel, que nos revela outra dimensão da obra desta artista, mais reconhecida pelo seu reportório pictórico a óleo. Também patente até 24 de setembro, de quarta a sexta, das 14 às 18 horas; ao sábado e domingo, das 10 às 13 e das 14 às 18 horas.

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *