Centro Paroquial de Tramagal investe 1.4 milhão de euros em lar com 39 camas. Foto arquivo: mediotejo.net

A obra tem um prazo de execução de dois anos, implica a criação de 10 postos de trabalho, e será o único lar apoiado pela Segurança Social em Tramagal, juntando-se à oferta privada e a casas de acolhimento existentes na freguesia, indicou o padre Adelino Cardoso, responsável pelo Centro Social Paroquial de Nossa Senhora da Oliveira.

Graça Alarico, em nome da Direção do Centro Social Nossa Senhora da Oliveira, salientou a importância “deste momento marcante para toda a população tramagalense” e agradeceu a todos os colaboradores e a todas as entidades privadas e públicas, nomeadamente Segurança Social, Câmara Municipal e Junta de Freguesia “que sem tão nobre apoio não seria possível levar por diante a missão da Instituição”.

“Em nome da direção desta instituição de solidariedade social e Nossa Senhora da Oliveira, dirijo-me a todos vós, com enorme sentimento de alegria e emoção, neste momento marcante não só desta casa mas de toda a comunidade tramagalense. Este gesto simbólico, de colocação da primeira pedra, daquela que será a moradia de todos que dela queiram usufruir, só é possível graças ao empenho, resiliência e determinação deste grupo de trabalho que é a atual direção e todos os colaboradores, que connosco estão no dia a dia e nos momentos de ultrapassar e vencer obstáculos… e foram muitos para que o projeto pudesse avançar”.

“Quero aqui deixar palavras de muita gratidão a todas as Direções que ao longo dos anos deram o seu melhor em prol desta casa e já vão quatro décadas”, salientou, tendo referido a data da criação do Centro Social e as valências de que disponibiliza à comunidade. Também o padre Ilídio Mendonça, hoje em Alcains e à época da inauguração do Centro de Dia responsável pelo Centro Social Paroquial de Tramagal, marcou presença na cerimónia, tendo lembrado uma necessidade já identificada na ocasião.

“Este lar não será apenas um edifício mas sim a promessa de um futuro melhor para os nossos utentes. Será um lugar, onde serão cuidados, respeitados e amados. Será um lugar onde poderão conviver e viver com dignidade e conforto. Eles merecem o nosso melhor. Já nos deram muito! Por isso, estamos empenhados em criar um ambiente acolhedor e seguro, onde possam receber todos os cuidados de que necessitam. Para isso contamos sempre com o profissionalismo e dedicação de todos os funcionários”, disse Graça Alarico.

“Hoje, ao iniciarmos estas obras, estamos a dar um passo em frente. Estamos ansiosos para ver este projeto ganhar vida nos próximos tempos”, concluiu, em nome da direção e perante os aplausos da comunidade.

Graça Alarico, Centro Social Paroquial Nossa Senhora da Oliveira. Foto: mediotejo.net

ÁUDIO | GRAÇA ALARICO, DIREÇÃO CENTRO SOCIAL PAROQUIAL TRAMAGAL:

O padre Adelino Cardoso, responsável pelo Centro Social Paroquial de Nossa Senhora da Oliveira, em Tramagal, viu aprovada em 2022 a candidatura ao programa PARES – Programa de Alargamento da Rede de Equipamentos Sociais, para a construção de uma Estrutura Residencial para Pessoas Idosas (ERPI), ou seja, um lar, uma vez que atualmente “não tem essa valência”, contando hoje com serviço de Centro de Dia, Creche e Serviço de Apoio Domiciliário. Um sonho com muitos anos começava a ver a luz do dia.

Obra em curso para construção de lar residencial em Tramagal. Foto: CMA

A inexistência de uma ERPI “é uma lacuna enorme na vida de Tramagal”, considera o padre Adelino Cardoso, e o novo lar que nascerá no terreno contíguo ao Centro Social Paroquial de Nossa Senhora da Oliveira contará com apoio da Segurança Social também para as 38 camas que a valência vai oferecer, tal como foi deliberado pela direção. O valor inicial de investimento era de 800 mil euros e o apoio incidia sobre esse montante, mas a pandemia, primeiro, e a guerra na Ucrânia, depois, fez disparar o valor das matérias primas, tendo a inflação ajudado também a que o orçamento passasse para quase o dobro.

A empreitada, de 1.4 milhões de euros e um prazo de execução de 24 meses, foi assinado a 31 de outubro e a obra está no terreno. O apoio via PARES é de cerca de 700 mil euros e o Centro Social Paroquial assumirá um valor idêntico num projeto que, além de ser “uma ambição com muitos anos” é, segundo Adelino Cardoso, “mais que merecido”, também com a ambição de “ser sustentável para a comunidade”.

A instituição terá de recorrer à banca, admite o padre Adelino Cardoso, dizendo que “a direção tem trabalhado muito na sustentabilidade” também financeira da IPSS. Este investimento foi pensado, por isso, “no aproveitamento daquilo que há, aumentando o Centro Social, embora havendo espaços comuns”, indicando que implicará também a criação de postos de trabalho. “Teremos de contratar mais pessoas para trabalhar no lar, porque haverá uma nova valência”. Está prevista a criação de mais 10 postos de trabalho.

ÁUDIO | PADRE ADELINO CARDOSO, CENTRO SOCIAL PAROQUIAL TRAMAGAL:

A ERPI irá responder “a quem tiver necessidade e sabemos que há muita gente que precisa”, concluiu o padre Adelino, tendo indicado que a decisão de avançar com o projeto foi “arrojada” mas preferindo usar os termos “júbilo” pelo momento, assim como “alegria e esperança”.

O presidente da Câmara Municipal de Abrantes, Manuel Jorge Valamatos, as vereadoras Celeste Simão e Raquel Olhicas e o presidente da Junta de Freguesia de Tramagal, António José Carvalho, entre outros convidados, estiveram na terça-feira, 5 de dezembro, na cerimónia de lançamento da 1ª pedra da obra de ampliação do Centro Social e Paroquial de Nossa Senhora de Oliveira, em Tramagal. A jornalista Patrícia Matos, também uma amiga da instituição, fez chegar um vídeo com uma mensagem de apoio e esperança.

Cerimónia de lançamento da 1ª pedra para construção de um lar em Tramagal. Foto: CMA

Na ocasião, Manuel Jorge Valamatos destacou que “este projeto é um sonho para esta comunidade”. A obra, orçada em cerca de 1,4 milhões de euros, prevê a construção de raiz de uma Estrutura Residencial para Pessoas Idosas (ERPI) com capacidade para 38 utentes na resposta social ERPI e tem a comparticipação da Segurança Social, no âmbito do programa PARES, em mais de 670 mil euros.

Conta igualmente com o apoio do Município de Abrantes em 65 mil euros para aquisição de equipamentos, como prevê o protocolo de colaboração assinado no decorrer a cerimónia.

“Vamos acompanhar este projeto que é um esforço imenso desta Direção”, destacou o presidente da Câmara, acrescentando que “este é um projeto fundamentalmente de respeito pelas pessoas com mais idade e que precisam destas estruturas”.

Manuel Jorge Valamatos, presidente CM Abrantes. Foto: mediotejo.net

ÁUDIO | MANUEL JORGE VALAMATOS, PRESIDENTE CM ABRANTES:

De acordo com a Segurança Social, o programa PARES, “e acomodando resposta a novos desafios evidenciados no período de pandemia provocada pela covid-19, o investimento em equipamentos sociais assume uma dimensão estratégica cada vez mais relevante para o desenvolvimento de Portugal, nomeadamente na retoma da economia, em particular da economia social, cujo papel cooperante e decisivo na construção de uma sociedade socialmente mais justa e digna impulsiona para uma nova ambição da rede de equipamentos sociais, que aumente a qualidade e a capacidade das respostas nas áreas da infância, pessoas com deficiência e população idosa”.

Em agosto de 2020 surgiu o PARES 3.0, programa de apoio ao investimento para novas construções e para reabilitação de infraestruturas.

No concelho de Abrantes foram quatro as Instituições Particulares de Solidariedade Social que viram as suas candidaturas ao programa PARES aprovadas. Para além do Centro Social Paroquial de Nossa Senhora da Oliveira, em Tramagal, também o Centro Social Paroquial de Rossio ao Sul do Tejo; o Centro Solidariedade Social do Souto e a ACATIM – Associação Comunitária de Apoio à Terceira Idade de Mouriscas seguem em frente com investimentos nesta área social.

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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