O tema da carência de médicos de família no concelho de Torres Novas voltou a ser abordado no decorrer da sessão de Assembleia Municipal, com o presidente do executivo, Pedro Ferreira (PS), a dar conta de estar em conversações com as entidades de saúde e de se ter disponibilizado para viabilizar várias soluções.
O problema foi levantado pelo presidente da freguesia de Assentis, Leonel Santos (independente), manifestando a sua preocupação com a degradação da saúde na autarquia. Em Casais de Igreja há uma médica a meio tempo, cujo contrato terminou em fevereiro.
Já o médico que foi colocado em Assentis pediu transferência para Riachos e outro tem-se queixado de estar demasiado longe de casa (vive em Ferreira do Zêzere) e teme-se que em breve se vá embora também. Acrescem dificuldades verificadas no agendamento de consultas, o que tem causado insatisfação na população.
Em resposta, Pedro Ferreira manifestou também a sua preocupação e deu conta de uma reunião no Centro Hospitalar do Médio Tejo onde esteve presente a Comissão de Utentes de Saúde do Médio Tejo e o presidente da Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (ARS LVT), Luís Pisco.
Nesse encontro, o presidente “desafiou” a ARS LVT a autorizar a criação de duas Unidades de Saúde Familiar (USF), uma no norte e outra no sul do concelho.
Questionou ainda, referiu, se seria possível à Câmara Municipal socorrer-se de empresas de prestação de serviços médicos e, pelo menos transitoriamente, estes serem aceites como médicos de família.
“Ele registou e até ao momento ainda não tivemos resposta”, referiu.
De recordar que o município já assegura o projeto EVA, uma equipa de médicos e enfermeiros que presta serviços ao domicílio às freguesias mais afetadas pela falta de médicos de família.
