Foto: arquivo Facebook Bênção do Gado

O executivo municipal aprovou por unanimidade na reunião de câmara de 15 de janeiro um subsídio à realização da Festa da Bênção do Gado, que se realizará de 17 a 27 de julho em Riachos, no montante de 80 mil euros, bem como a disponibilização do terreno localizado junto ao Centro de Saúde de Riachos e apoio logístico na disponibilização de palcos, bancas, mupis para publicidade e isenção de taxas de licenças relativas às atividades do evento.

O pagamento será efetuado em quatro tranches de 20 mil euros com a primeira a ter lugar já a 31 de janeiro, informou hoje a autarquia, em nota de imprensa.

Na mesma nota, o município de Torres Novas refere que, desta forma, reconhece a Festa da Bênção do Gado como “acontecimento de interesse público e concelhio e como fator de preservação do património rural, da cultura, usos e costumes da freguesia de Riachos e de dinamização da sua vida comunitária”.

De acordo com a Bênção do Gado Associação Cultural, a FBG «é a mais importante marca identificadora de Riachos, que define a sua origem e que alimenta a vida da sua comunidade. É uma referência fundamental nas tradições rurais de Riachos e na sua história. É um símbolo tradicional dos riachenses e da sua ligação íntima à sua terra. A Festa reaviva as raízes rurais de Riachos e da sua população; promove os sentimentos de solidariedade, de amor pela terra, de comunidade e de respeito pela memória coletiva.

A Festa da Bênção do Gado traduz a marca identificadora de uma terra desde sempre ligada às suas tradições rurais. Esta é uma Festa eminentemente popular, que nasce do povo com a naturalidade das coisas simples e genuínas. (…) Na sua essência, o ponto mais alto das Festas é um grande cortejo etnográfico em que os agricultores riachenses desfilam com os seus animais de trabalho – e hoje também com as máquinas e instrumentos de trabalho – colhendo a bênção divina para si próprios e para os animais, seus companheiros de trabalho.

Este cortejo constitui hoje também uma grande mostra das potencialidades agrícolas e de outros sectores de atividade da freguesia de Riachos e do carácter empreendedor das suas gentes.»

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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