A denúncia de uma cidadã residente na Zibreira, Maria Helena Pereira, sobre descargas poluentes no rio Almonda, levou o mediotejo.net ao local na sua companhia na tarde de sábado, dia 18, para confirmar a existência da espuma a cobrir a água, tal como se podia ver nas fotografias enviadas para a nossa redação e partilhadas nas redes sociais.
O cenário encontrado ao final da tarde no leito do rio que atravessa a propriedade desta cidadã, acessível a pé a partir da antiga moagem, mergulhado num silêncio triste, era o de um curso de água coberto por um manto sem cheiro e semelhante a neve, com tons branco e rosa que, alegadamente, terá resultado de descargas ocorridas na sexta-feira e no sábado.

Uma zona “funda”, disse, utilizada por crianças para tomar banho no verão e por desportistas para a prática regular de canoagem e onde esta e o marido se depararam, depois do almoço de sábado, com pessoas que identificou como possíveis “trabalhadores da Renova”, a limparem algumas valas e a colocar a densa espuma em sacos. Foi igualmente referido que os funcionários justificaram a substância na água com uma avaria numa válvula na noite de 17 para 18, facto que o mediotejo.net tentou confirmar junto da empresa, até ao momento sem resposta.
A cidadã e o marido deslocaram-se à GNR de Torres Novas ao início da tarde de sábado para dar conta do ocorrido, identificando o local e mostrando fotografias, tendo as mesmas referido ao mediotejo.net num primeiro contacto, que iriam averiguar a situação. Ao final do dia, o tenente Tenente Fernandes, da GNR/SEPNA (Serviço de Proteção da Natureza e do Ambiente) de Torres Novas garantiu que foi feita uma deslocação à nascente e ao longo da margem do rio Almonda sem que tenha sido encontrado “qualquer vestígio”.

No que respeita à alegada rotura na conduta, o tenente indicou: “Não estou a dizer que não tenha havido, mas não tivemos conhecimento de nada ontem, nem esta semana, de qualquer situação anómala na Renova.”
O mediotejo.net contactou a empresa Renova, cujos terrenos das instalações novas confinam com os de Maria Helena Pereira, não tendo obtido resposta até ao momento.

O mediotejo.net vai continuar a acompanhar este caso.

É FÁCIL AO SEPNA E Á APA VEREM QUAL A FÁBRICA QUE SE SERVE DESTA MANILHA DE DESCARGA NO RIO ALMONDA
Parece que se trata duma empresa que nunca foi referenciada aqui nas redes sociais(nos ultimos 24 meses…) e parece ser a RENOVA- Fábrica de Papel do Almonda, S.A.-Mas de que todos temos medo.de falar! A CÂMARA MUNICIPAL DE TORRES NOVAS E A SUA FAMOSA COMISSÃO DO AMBIENTE e que é parcial e tendenciosa, NÃO PODE continuar a tentar esconder o sol com uma peneira. É chegada a hora da Renova ser vistoriada e não só pelo facto de destruir um recurso hídrico que é de todos os portugueses. O meu principio de denuncia mantém-se inalterado, uma empresa por muito grande que seja não pode continuar a destruir o ambiente mesmo que contribua com uma grande percentagem para o PIB/regional/nacional. O Aepna de Torres Novas está a inventar obviamente e eu pensei nos ultimos 15 dias que tinha havido alteração na forma de actuação desta força ambiental, mas parece que me enganei. #DeMattosSébastien-Ambientalista-Blogger