A Avenida Xanana Gusmão, que passa em frente ao hospital de Torres Novas, vai ser alvo de intervenções que passam pela colocação de duas novas passadeiras, quatro lombas de redução de velocidade, marcação de sinalização na via e redução de velocidade para 40 km/h, assegurou a Câmara Municipal. Recorde-se que, no dia 12 de outubro, uma mulher de 60 anos foi mortalmente atropelada junto ao hospital.
“É uma zona muito complexa que nós vamos triplicar em termos de passadeiras e sinalética, mas continuamos a esperar que haja bom senso dos automobilistas e bom senso das pessoas que passem de um lado para o outro”, indicou ao mediotejo.net o presidente da Câmara Municipal, Pedro Ferreira.
Em declarações ao mediotejo.net, Manuel Soares, porta-voz da CUSMT (Comissão de Utentes da Saúde do Médio Tejo), refere que alertou previamente o Conselho de Administração e a Câmara Municipal de Torres Novas para “a necessidade de intervir naquela via”, tendo indicado que as medidas anunciadas vão conferir um maior grau de segurança rodoviária naquele local.
“Verificámos, entretanto, que o Conselho de Administração decidiu concretizar a sua parte, isto é, fazer a marcação das vias interiores do hospital, e dar visibilidade e melhor colocação ao STOP que saía do hospital”, explica. Em agosto, a CUSMT tornou público que “faltava a Câmara fazer cumprir a sua parte”.
No que respeita às medidas anunciadas pela Câmara de Torres Novas, o porta-voz da CUSMT considera que colocação das lombas vai permitir que “os carros reduzam francamente a velocidade e dê alguma segurança para quem tenha de atravessar a via”.
Além da colocação das passadeiras, Manuel Soares considera que “devia ser colocada uma faixa de proteção” ou, em alternativa, “arranjar os passeios na zona de estacionamento frente ao hospital”.


Questionado sobre se as intervenções na Avenida Xanana Gusmão serão suficientes para a segurança de automobilistas e peões, o presidente da Câmara Municipal de Torres Novas, Pedro Ferreira, apelou ao “bom senso” das pessoas.
“Aquele hospital existe há mais de 20 anos. Nunca tinha acontecido uma coisa destas. As pessoas que passam ali de carro sabem que é uma zona de ambulâncias, é um hospital que está ali”, afirma o autarca, em declarações ao mediotejo.net.
O presidente confirmou ainda que foi contactado por email em julho, por parte da Administração do Centro Hospitalar. A Câmara prevê que as intervenções sejam concluídas até ao fim deste ano.




