O presidente da Junta de Freguesia de Assentis, no concelho de Torres Novas, deslocou-se à última reunião do executivo para denunciar a continuidade de um problema que tem vindo a afetar a sua freguesia: a falta de médicos de família. De acordo com Leonel Santos, a médica que assumia as consultas nesta extensão de saúde tem estado, desde dezembro, a faltar e a apresentar atestados médicos.
“A senhora doutora vem uma vez, está dez dias sem vir e apresenta atestado. Depois de quase um ano de espera, tive uma reunião com o senhor presidente Casimiro Ramos”, informou o presidente desta Junta de Freguesia.
“Ao fim de quase um ano, o senhor [Casimiro Ramos] aceitou receber-me e a única coisa que ele me disse é que ia tentar resolver a questão, mas pediu para que não houvesse ruído relativamente à falta de médicos na minha freguesia. Eu disse-lhe que a culpa do ruído é sua e de quem está a trabalhar consigo”, acrescentou.

A população de Assentis volta, uma vez mais, a ficar sem médico de família, facto que tem levado os utentes a deslocar-se para o concelho vizinho de Tomar.
“Há pessoas da minha freguesia que se estão a inscrever em Tomar (…), na Pedreira, onde está um Centro de Saúde que os recebe de braços abertos. Portanto, as pessoas estão a mudar para lá, porque aqui em Torres Novas, como eu já disse numa Assembleia Municipal, vim cá como se fosse para me inscrever no Centro de Saúde e disseram-me que tinha que aguardar uma vaga para me poder inscrever. As pessoas vêm cá e ficam só inscritas à espera de uma vaga”, sublinha Leonel Santos.
Após a confirmação, por parte do presidente da Câmara Municipal de Torres Novas, de que a Unidade de Saúde Familiar Cardilium ficará concluída este ano, Leonel Santos lamenta que a população continue a enfrentar problemas com a deslocação para a sede de concelho.
“Nem todos foram contemplados com o TUT. Temos de ter isso em atenção nessa situação. O transporte a pedido, por casos que tenho conhecido, acho que devia haver uma clivagem aos que prestam esse serviço, porque muitas das vezes estão mal dispostos para trazer ou levarem as pessoas aos locais para os quais foram solicitados.
Pedro Ferreira, presidente do município, afirmou não ter conhecimento da situação, julgando “que estivesse mais tranquilo”. No entanto, o autarca acrescentou que a autarquia assinou um protocolo com a ULS, no âmbito do projeto Bata Branca, sendo esta a responsável pela gestão do processo.
“Fica o registo da preocupação e bem notória desta questão do médico de família em Assentis, que eu sinceramente julguei que estivesse mais tranquilo”, acrescentou.
Quanto ao transporte a pedido, Pedro Ferreira afirmou que irá “fazer chegar a mensagem superiormente”.
