O vereador do PSD, José Delgado, fez uma intervenção na reunião de executivo da Câmara de Tomar de 12 de novembro defendendo a extinção dos Serviços de Água e Saneamento (SMAS), entidade que no seu entender “continua sem conseguir prosseguir num caminho razoável e eficaz”, tendo afirmado que “a proposta de orçamento e plano para 2019” dos SMAS, “resulta na sua confirmação, pelo que votamos contra”.
José Delgado apontou aquilo que considera como um exemplo desta ineficácia a falta de resolução da redução de perdas de água, por roturas e roubos de água. “Cerca de 1 milhão e 700 mil euros, perdidos, água paga pelo SMAS, pelos tomarenses, mas desperdiçada. Este valor desperdiçado, deitado à rua, seria uma grande possibilidade, um contributo para mais investimento, na cidade, no concelho”, considera, sublinhando que o SMAS continua a cobrar uma das águas mais caras do país.
“O SMAS não resolve as descargas directas de águas residuais domésticas para o Rio Nabão na zona urbana. O SMAS não conclui o processo da rede doméstica na zona histórica, que tem ramais em sistema unitário em vez de separativo. O SMAS, por falta de acção atempada, assistiu este fim-de-semana à inundação da Levada, com caudais da rede de esgotos, dejectos e outros elementos contaminantes, espalhados pela via pública. Um atentado à saúde pública”, prosseguiu na declaração que leu.
Em relação à transferência de recursos humanos do SMAS para a câmara, em transição actualmente, o vereador social democrata questionou qual o papel dos funcionários neste processo, quais os seus direitos e manutenção dos direitos. “Vamos acabar com o SMAS, acabar com uma gestão que não funciona”, disse.
A presidente da autarquia, Anabela Freitas (PS), mostrou-se perplexa com esta intenção de acabar com uma instituição com mais de 80 anos e referiu que não comunga desta opinião, até porque para se acederem a fundos comunitários é necessária a sua continuidade.
