José-Augusto França nasceu em Tomar a 16 de novembro de 1922. Créditos: DR

Nascido em Tomar a 16 de novembro de 1922, José-Augusto França (1922-2021), “figura central da cultura portuguesa dos séculos XX e XXI”, ofereceu “à sua cidade natal a maior parte da sua coleção de arte, com a qual foi criado o Núcleo de Arte Contemporânea (NAC)”, onde se centrarão as celebrações, afirma o município tomarense.

O programa arrancou na quarta-feira, às 11:00, com a exibição, no cineteatro Paraíso, do documentário da RTP2 “José-Augusto França – Liberdade Cor de Homem”, de Ricardo Clara Couto e Nuno Costa Santos, prosseguindo quinta-feira com a abertura do NAC para visitas acompanhadas, às 11:00 e às 17:00, condicionadas a um máximo de 20 visitantes, afirma uma nota da Câmara de Tomar.

Sexta-feira, no NAC, vai ser apresentada, entre as 14:30 e as 19:00, a peça audiovisual “O França”, de Homem em Catarse (Afonso Dorido) e Francisco Pedro Oliveira, resultante de “uma encomenda criativa feita pelo Município de Tomar no âmbito das comemorações do centenário”.

A obra inspira-se no espólio de José-Augusto França e, sobretudo, “no imaginário do icónico historiador, colecionador e crítico de arte”, juntando uma parte sonora, do multi-instrumentista Afonso Dorido, que “reflete sobre a visão artística e peculiar” do homenageado, e a peça do artista multidisciplinar Francisco Pedro Oliveira, colocada no exterior do NAC.

A instalação audiovisual, que “propõe a pintura expandida, a procura e confronto com a simultânea condição unidirecional e hiperdimensional de um quadro”, ficará patente até 02 de dezembro, afirma a nota.

O município destaca como “um dos momentos mais importantes desta comemoração” o lançamento, no sábado, às 16:00, no NAC, do segundo volume dos Cadernos Culturais Nabantinos, publicação “que reúne um vasto conjunto de testemunhos de figuras de relevo da cultura portuguesa sobre a vida e a obra do ‘Professor França’ (como frequentemente é tratado nos textos), bem como sobre alguns dos temas sobre os quais recaiu a sua atenção”.

A programação culmina, no dia 02 de dezembro, às 21:30, no cineteatro Paraíso, com o concerto “Homem em Catarse convida Francisco Oliveira”, numa “estreia ao vivo” da peça audiovisual criada especificamente para o centenário, baseada em “manipulações videográficas e de técnicas de modelação 3D”, num desafio à “perceção dos lugares de sete fontes”, acrescenta.

Historiador, sociólogo e crítico de arte, José-Augusto Rodrigues França nasceu em Tomar, em 16 de novembro de 1922, e destacou-se também no ensino, criando os primeiros mestrados na área da História da Arte no país.

José-Augusto França morreu em 18 de setembro de 2021, em França, deixando vasta obra de referência na área das artes visuais e da cultura.

c/LUSA

José-Augusto França é homenageado em Tomar, a sua cidade natal. Foto: DR

PROGRAMA

Dia 16 | 11h00, Cine-Teatro Paraíso

𝗘𝘅𝗶𝗯𝗶𝗰̧𝗮̃𝗼 𝗱𝗼 𝗱𝗼𝗰𝘂𝗺𝗲𝗻𝘁𝗮́𝗿𝗶𝗼 “𝗝𝗼𝘀𝗲́-𝗔𝘂𝗴𝘂𝘀𝘁𝗼 𝗙𝗿𝗮𝗻𝗰̧𝗮 – 𝗟𝗶𝗯𝗲𝗿𝗱𝗮𝗱𝗲 𝗖𝗼𝗿 𝗱𝗲 𝗛𝗼𝗺𝗲𝗺” 𝗱𝗲 𝗥𝗶𝗰𝗮𝗿𝗱𝗼 𝗖𝗹𝗮𝗿𝗮 𝗖𝗼𝘂𝘁𝗼 𝗲 𝗡𝘂𝗻𝗼 𝗖𝗼𝘀𝘁𝗮 𝗦𝗮𝗻𝘁𝗼𝘀 (𝗥𝗧𝗣𝟮)

Uma incursão pela vida e obra de uma das mais importantes figuras da História de Arte em Portugal. Um documentário que procura responder a uma pergunta sobre a mais importante figura da História de Arte em Portugal no século XX: quem é o enigma José-Augusto França? O professor e escritor é a sua vasta obra, os cursos que criou e os discípulos que deixou. Mas também é a figura subversiva que fez parte do Grupo Surrealista de Lisboa, um assumido admirador de Charles Chaplin e de Alexandre O´Neill, um habitante de Jarzé, em França, que manteve sempre uma relação de amor com Lisboa.

PROGRAMA DAS COMEMORAÇÕES

Dia 17 | 11h00 e 15h00, Núcleo de Arte Contemporânea

𝗩𝗶𝘀𝗶𝘁𝗮𝘀 𝗮𝗰𝗼𝗺𝗽𝗮𝗻𝗵𝗮𝗱𝗮𝘀

(marcações até dia 16 para filomenasimas@cm-tomar.pt | máx. 20 pessoas por visita)

Dia 18 | 14h30 às 19h00, Núcleo de Arte Contemporânea

“𝗢 𝗙𝗿𝗮𝗻𝗰̧𝗮” (𝗽𝗲𝗰̧𝗮 𝗮𝘂𝗱𝗶𝗼𝘃𝗶𝘀𝘂𝗮𝗹 𝗱𝗲 𝗛𝗼𝗺𝗲𝗺 𝗲𝗺 𝗖𝗮𝘁𝗮𝗿𝘀𝗲 𝗲 𝗙𝗿𝗮𝗻𝗰𝗶𝘀𝗰𝗼 𝗣𝗲𝗱𝗿𝗼 𝗢𝗹𝗶𝘃𝗲𝗶𝗿𝗮)

A partir de uma encomenda criativa feita pelo Município de Tomar no âmbito das comemorações do centenário do nascimento de José-Augusto França, Afonso Dorido – enquanto Homem em Catarse – e Francisco Pedro Oliveira criaram a obra original “O França”. A inspiração surgiu através do espólio, mas sobretudo do imaginário do icónico historiador, colecionador e crítico de arte, natural de Tomar.

A obra sonora do multi-instrumentista Afonso Dorido reflete sobre a visão artística e peculiar de José-Augusto França. A componente áudio junta-se a uma criação de Francisco Pedro Oliveira, artista multidisciplinar que apresenta uma peça no exterior do NAC. Uma instalação audiovisual que propõe a pintura expandida, a procura e confronto com a simultânea condição unidirecional e hiperdimensional de um quadro (até 2 dezembro).

Dia 19 | 16h00, Núcleo de Arte Contemporânea

𝗟𝗮𝗻𝗰̧𝗮𝗺𝗲𝗻𝘁𝗼 𝗱𝗲 𝗖𝗮𝗱𝗲𝗿𝗻𝗼𝘀 𝗖𝘂𝗹𝘁𝘂𝗿𝗮𝗶𝘀 𝗡𝗮𝗯𝗮𝗻𝘁𝗶𝗻𝗼𝘀, 𝗲𝗱𝗶𝗰̧𝗮̃𝗼 𝗲𝘀𝗽𝗲𝗰𝗶𝗮𝗹 𝗖𝗲𝗻𝘁𝗲𝗻𝗮́𝗿𝗶𝗼 𝗝𝗼𝘀𝗲́-𝗔𝘂𝗴𝘂𝘀𝘁𝗼 𝗙𝗿𝗮𝗻𝗰̧𝗮 𝗲 𝗺𝗲𝘀𝗮 𝗿𝗲𝗱𝗼𝗻𝗱𝗮

Mestre em Jornalismo e apaixonada pela escrita e pelas letras. Cedo descobriu no Jornalismo a sua grande paixão.

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