Depois de um investimento de nove milhões de euros em 2019 que permitiu a Tomar a substituição total de luminárias com a colocação de 13 722 BIPs ao longo de seis meses, nas onze freguesias do concelho, Anabela Freitas deu conta que este investimento permitiu ao município no ano passado poupar cerca de 300 mil euros em iluminação pública, adiantando ainda que, no entanto, se tem estado a registar um aumento significativo nos gastos em energia nos edifícios.
Foi Tiago Carrão, vereador afeto ao PSD, quem questionou na reunião camarária de 31 de agosto se já tinham sido colocadas todas as luminárias e se era possível fazer algum balanço em termos de gastos energéticos no concelho, tendo em conta o investimento anteriormente referido, ao que Anabela Freitas (PS), presidente da Câmara Municipal, deu conta que, em termos de colocação de luminárias, esta já tinha sido feita no concelho todo mas que, no entanto, nem todas as luminárias já estão integradas no sistema.
A autarca explicou que a previsão era a colocação de cerca de 13 mil luminárias, número fornecido pelo cadastro da EDP (agora E-Redes) e em que assentava o concurso, mas que se detetou que na realidade havia mais luminárias do que as que estavam cadastradas, pelo que vai ter de ser ajustado ao número de luminárias, em cerca de 1100 luminárias de diferencial, mas que este número pode vir a ser superior tendo em conta os o investimento que a E-Redes possa vir a fazer na rede, tendo em conta que a empresa tem de investir 12% do montante da renda que anualmente lhe é paga.
Em termos financeiros, e referindo-se apenas aos valores do ano passado, uma vez que ainda não tem valores deste ano, Anabela Freitas informou que ocorreu uma poupança na casa dos 300 mil euros, uma vez que os consumos baixaram bastante com a introdução de leds e que a intensidade da luz é gradual.
Ou seja, “abre com uma determinada intensidade, aumenta até à meia noite, depois vai reduzindo ao longo da noite e depois volta a aumentar a intensidade junto da madrugada, e portanto esta gestão da intensidade da luz permite obter consumos melhores e portanto aquilo que ganhamos entre o que recebemos da E-Redes, o que remunerámos a empresa, foi na casa dos 300 mil euros”, explicou.
“Efetivamente, nós temos estado a registar um aumento significativo na energia mas nos edifícios”, adiantou ainda a líder do município nabantino, que deu conta que o exemplo mais “gritante” é o da Biblioteca, explicando que a E-Redes não quis oferecer orçamento e que as outras operadores forneceram orçamentos mas com um prazo de 24 horas, explicou Anabela Freitas.
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