A Casa dos Cubos – Centro de Estudos em Fotografia de Tomar, vai acolher a exposição “Memória duma aldeia com futuro, vivências de ontem pensando no amanhã” de 23 de fevereiro a 29 de março.
A mostra versa a intervenção cultural e artística junto de comunidades de aldeias de baixa densidade populacional em projeto de combate ao isolamento e solidão, caso da aldeia de Mosteiro, em Pedrógão Grande. A exposição será inaugurada no dia 22 de fevereiro, terça-feira, pelas 15h00.
Esta exposição é uma “obra coletiva” e convida qualquer observador “a entrar na intimidade desta comunidade”.
“Composta por vários registos de momentos, objetos, paisagens e memórias, esta obra salienta o que há de mais precioso na aldeia: as pessoas”, refere a organização.

O público poderá visitar esta mostra fotográfica de segunda a sexta-feira, das 10h00 às 12h00 e das 14h00 às 17h00, e conhecer o trabalho “Museu na Aldeia”, do projeto SAMP, premiado e alvo de reconhecimento por parte de várias instituições, pela sua “intervenção cultural, educativa e artística em comunidades que apresentam características de isolamento, quer a nível geográfico como demográfico”, sendo que o projeto envolve idosos ainda autónomos.
A exposição resultado da obra comunitária partiu da prática do projeto, que passa por apresentar um objeto museológico nas aldeias, no decorrer da fase anterior “O Museu vai à Aldeia”, servindo de inspiração para a cocriação.
A aldeia de Mosteiro partiu da apresentação de uma câmara fotográfica que se estima ser de final do século XIX/início do século XX, cedida pelo Município de Tomar e exposta permanentemente no CEFT- Casa dos Cubos.
A partir deste contacto, e com o apoio de profissionais do CEFT e da equipa SAMP, foram dinamizados os trabalhos finais com a comunidade.

Refira-se que este projeto conta com financiamento do PO ISE – Portugal 2020, enquanto financiador através da iniciativa Portugal Inovação Social, e da Rede Cultura 2027, enquanto entidade parceira, a Câmara Municipal de Leiria, enquanto investidor social, bem como a colaboração dinâmica dos 26 Municípios e Juntas de Freguesia pertencentes à Rede Cultura 2027 – a qual o Município de Tomar integra – e de todos os profissionais de museus que abraçaram o projeto.
“A integração das comunidades ao longo das várias sessões refletiu-se na sua participação ativa, não só a nível de análise crítica relativamente à importância social dos museus, das peças museológicas, das narrativas ou dos significados inerentes aos materiais utilizados e o seu papel representativo, mas também no reflexo e valorização das suas próprias memórias e contributos para a história local de cada região”, frisa a organização.

