Durante a empreitada de requalificação da zona do Flecheiro que se encontra a decorrer em Tomar, foi descoberto um forno de tijolo que remontará ao período romano. A descoberta não colocará em causa o normal decorrer dos trabalhos, estando a autarquia a avaliar a possibilidade da sua preservação, confirmou o presidente da Câmara em reunião do executivo.
“Foi descoberto um forno do período romano de produção de tijolos e está neste momento a ser analisada a possibilidade da sua preservação, no sentido em que ele possa ficar visível para quem usufrua daquele espaço”, afirmou Hugo Cristóvão (PS) esta quinta-feira, em reunião de executivo.
O autarca sublinhou a necessidade de um trabalho complementar, que não estava previsto no projeto, estando neste momento a decorrer uma avaliação do impacto que poderá ter na empreitada. “A acontecer será uma solução semelhante àquilo que fizemos junto ao Pavilhão Municipal (…) Ou seja, a acontecer, vai ficar uma superfície em vidro”.
Para o efeito, terá de ser feita uma zona de contenção do achado e uma cobertura em vidro que “ficará à superfície do pavimento”, adiantou.
“Não tem grande impacto na obra porque na verdade este é um espaço muito diminuto. Eu sei que as fotografias que publiquei dão uma sensação de algo bem maior do que aquilo que realmente é”.

As arqueólogos irão agora proceder à análise do achado, feito essencialmente em tijolo, e que se encontrava “coberto há séculos”. No entanto, Hugo Cristóvão salienta a dificuldade da sua preservação tendo em conta as características do local, situando-se numa “zona que é inundável”.
“Agora está a ser analisado, mas como digo, há sempre algum impacto na obra, porque é ali um canto, um espaço que é extra, mas que não vai ter prejuízo. Se percebermos que a sua preservação é possível, não vai ter um impacto muito significativo na obra”, concluiu.
