Médico de família. Foto arquivo: DR

A Junta de freguesia de Paialvo também reagiu à alteração de médico para o Centro de Saúde de Carrazede, após reunião com o ACES Médio Tejo onde também esteve presente a Junta de freguesia de Asseiceira, manifestando o seu desagrado quanto à substituição do anterior médico de família que exercia em ambas as localidades, Eduard Birsanu, pela médica aposentada Manuela Norte que passaria a prestar menos horas de atendimento. A junta de freguesia diz pretender “uma solução a longo prazo” e um “médico de família que conheça os seus utentes, tal como o Dr. Eduardo já os conhecia”.

O tema foi levantado após semelhante comunicado da freguesia de Asseiceira e depois da população desta localidade tomar medidas espontâneas esta segunda-feira, dia 9 de março, impedindo a médica Manuela Norte de dar consultas naquele que seria o seu primeiro dia após tomada de decisão do ACES Médio Tejo. Porém, soube o mediotejo.net que a profissional de saúde acabou por não dar consultas em nenhum dos centros de saúde entre segunda e terça-feira, deixando as populações sem atendimento médico.

O executivo da Junta de Freguesia de Paialvo publicou uma nota das redes sociais informando os utentes do Centro de Saúde de Carrazede “que após uma reunião entre esta Junta de Freguesia e o ACES Médio Tejo, na passada sexta-freira, solicitada por este Executivo, nos foi informado que a partir de amanhã, dia 10 de março do corrente, a Dra. Manuela Norte ocupará a vaga de médico de família deste Centro de Saúde, às terças, quartas e quintas-feiras, das 8:30 às 13:30 horas”.

“Manifestámos o nosso descontentamento, indignação e preocupação pela saída do Dr. Eduardo Birsanu, que graças ao seu profissionalismo e dedicação angariou não só novos utentes como trouxe uma estabilidade há muito ansiada para esta Extensão de Saúde”, lê-se na mesma informação emitida pela junta de freguesia.

Aquela autarquia local pretende assim “uma solução a longo prazo, um médico de família que conheça os seus utentes, tal como o Dr. Eduardo já os conhecia”, considerando que não servem soluções como a agora implementada pelo ACES com esta prestação de atendimento médico três dias por semana e 5 horas por dia.

“Vamos estar atentos à situação e continuaremos a solicitar às entidades competentes uma solução permanente”, afirma a junta de freguesia em comunicado.

CDU vê com surpresa e lamenta a substituição do médico de família da extensão de saúde de Carrazede, em Paialvo

A CDU – Paialvo enviou à redação do mediotejo.net um comunicado onde mostra a sua surpresa e lamento por ter havido “substituição do médico que assistia a população no Centro de Saúde de Carrazede, com a agravante de a referida substituição não se ter concretizado efectivamente (já que a nova médica não se apresentou na data anunciada pela Junta de Freguesia de Paialvo) deixando vários utentes sem resposta médica”, pode ler-se.

A CDU lembra o defendido em intervenção em Assembleia de Freguesia de dezembro de 2017, onde reivindicou a existência de médico de família na extensão de saúde com “vínculo permanente e de continuidade”, garantindo “um acompanhamento prolongado dos utentes, pois só assim poderá ter profundo conhecimento da sua situação clínica e assegurar cuidados de saúde de qualidade”.

“Passados dois anos cá estamos nós, novamente (e após várias substituições) a tomar conhecimento da substituição do actual médico, o Dr. Eduardo Birsanu, sem que haja qualquer justificação dada à população, por parte das autoridades de saúde. Mais se acrescenta que esta substituição acontece na pior altura possível visto que o país atravessa um grave problema de saúde pública devido à epidemia de Coronavírus – Covid-19”, afirma a CDU de Paialvo.

Além de criticar a substituição do médico Eduard Birsanu, que melhor saberia detetar os grupos de risco e pessoas com maior vulnerabilidade, a CDU local refere ainda não fazer sentido o “reduzido” horário disponível para consulta médica.

A CDU exorta ao executivo da freguesia de Paialvo que se exija “ao ACES Médio Tejo uma explicação sobre osmotivos que levaram a esta substituição, também sobre os motivos que impedem a colocação definitiva do médico de família e exigir a permanência e continuidade do mesmo (caso o mesmo se mantenha disponível) e por fim prestar todos os esclarecimentos à população”, termina.

Formada em Jornalismo, faz da vida uma compilação de pequenos prazeres, onde não falta a escrita, a leitura, a fotografia, a música. Viciada no verbo Ir, nada supera o gozo de partir à descoberta das terras, das gentes, dos trilhos e da natureza... também por isto continua a crer no jornalismo de proximidade. Já esteve mais longe de forrar as paredes de casa com estantes de livros. Não troca a paz da consciência tranquila e a gargalhada dos seus por nada deste mundo.

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