Pétalas ao Nabão é tradição em Tomar, no Dia de Santa Iria. Foto arquivo: CMT

A Santa padroeira de Tomar saiu em procissão na manhã deste domingo, dia 20 de outubro, da Igreja de S. João Batista até à Ponte Velha, após a missa de Ação de Graças, para se cumprir a secular tradição de lançar pétalas ao Nabão. As crianças são envolvidas na lenda de Santa Iria e elas próprias lançam as flores ao rio.

Com ou sem chuva, a secular tradição cumpre-se todos os anos em terras templárias e a Feira em honra de Santa Iria prossegue até 27 de outubro.

Conheça a Lenda de Santa Iria:

“Esta é a lenda de Iria, a jovem cujas virtudes, beleza e sabedoria encantavam os moradores daquela que é hoje a cidade de Tomar. Nascida de uma das famílias mais poderosas da terra, recebeu esmerada educação, tendo entrado num convento beneditino, governado pelo seu tio, o Abade Célio.

Apesar disso, não passava despercebida aos olhos dos rapazes. Um deles, Britaldo, filho do governador da cidade, apaixonou-se por ela com determinação tal que adoeceu por não ver a sua paixão correspondida. 

Iria, ao sabê-lo, visitou-o reafirmando a sua total dedicação a Deus e que só a Ele e a nenhum homem se entregaria. 

Porém, um frade que era responsável pela sua educação, Remígio, também não conseguiu ficar indiferente à sua formosura e, massacrado pelos ciúmes, deu-lhe a beber uma poção que lhe fez inchar a barriga, como se estivesse grávida.

Expulsa do convento, ao julgarem ter quebrado os votos de castidade, também Britaldo foi enganado pelo feitiço e, julgando que a jovem tinha sido infiel às suas palavras, mandou a um seu criado que a matasse, quando orava junto da margem do rio Nabão.

O corpo foi atirado ao rio, no local onde depois foi construído o Convento com o seu nome, mas o rasto de sangue que deixou ao longo de todo o seu percurso permitiu que, seguindo-o ao longo do Nabão, do Zêzere e do Tejo, o encontrassem, incorrupto, frente a Santarém.

Ainda hoje, a cada 20 de outubro, dia da padroeira de Tomar, as pétalas lançadas ao rio continuam a evocar o seu martírio”.

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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