As populações das freguesias tomarenses de Carregueiros, Madalena e Pedreira estão a ser confrontadas com a falta de médico nas suas Extensões de Saúde, denuncia a CDU de Tomar, sobre aquele que considera ser um problema anunciado, pelo que esta coligação política instiga a uma solução estável.
No comunicado enviado ao nosso jornal, a CDU (Coligação Democrática Unitária) esclarece que o problema já era anunciado uma vez que já era sabido que a profissional que garantia o serviço nestas localidades estava perto de atingir a idade de reforma, pelo que deviam ter sido tomadas medidas atempadamente, uma vez que “estas populações precisam e têm direito a ter acesso a cuidados de saúde primários nas suas Extensões Saúde”, escreve a coligação formada pelo PCP e pelo PEV.
No mês de março, no Agrupamento de Centros de Saúde (ACES) do Médio Tejo, aposentaram-se cinco profissionais. Ao longo deste ano há ainda 17 médicos que atingiram, ou irão atingir, a idade da aposentação.
Reconhecendo que os responsáveis autárquicos das três freguesias já estiveram reunidos com os responsáveis do ACES do Médio Tejo, onde exigiram uma solução para o problema agora colocado aos seus fregueses, a CDU acusa de, na Última Assembleia Municipal de 26 de fevereiro, ter interpelado o executivo da Câmara Municipal sobre quais as medidas que estavam a ser preparadas para se solucionar o problema, questão que ficou sem resposta, critica a coligação.
“A pergunta ficou sem resposta, mas este é um problema suficientemente importante e necessita de uma intervenção, sem equívocos, de todos os responsáveis pelos órgãos autárquicos, das Juntas de Freguesia (que o estão a fazer), à Assembleia Municipal e ao Executivo da Câmara”, aponta a Coligação Democrática Unitária que termina: “Sendo verdade, não é suficiente nem aceitável ficar-se por afirmar que a responsabilidade é do ACES do Médio Tejo e do Ministério da Saúde”.
A falta de médicos de família é, no entanto, extensível a todo o território do Médio Tejo, encontrando-se a região atualmente com mais de 40 mil utentes sem médico de família. O ACES Médio Tejo tem 225.000 utentes inscritos e frequentadores, sendo que mais de 40 mil utentes aguardavam em janeiro por atribuição de médico de família, panorama que se agravou a 1 de março, com a referida aposentação dos cinco profissionais. A nível nacional existe mais de um milhão de pessoas sem médico de família.
A 14 de fevereiro a Comissão de Utentes da Saúde do Médio Tejo (CUSMT) reclamava por “medidas extraordinárias e imediatas” para a contratação de profissionais de saúde para os cuidados primários, sugerindo a criação de incentivos ou o recrutamento de estrangeiros.
LEIA TAMBÉM:
Médio Tejo | ACES tem 29 médicos de família em falta para mais de 40 mil utentes (c/áudio)
