Tiago Rodrigues leva "Catarina e a beleza de matar fascistas" a Ourém. Foto: DR

O Teatro Municipal de Ourém (TMO) reafirma o seu papel como pilar central da comunidade ao retomar a atividade cultural plena. Depois de ter servido como porto de abrigo e centro de apoio (com eletricidade e internet) para os cidadãos afetados pela tempestade Kristin, o espaço cultural – que escapou incólume à destruição – volta agora a focar-se nas artes com uma programação eclética.

Um dos momentos mais aguardados de março acontece nos dias 20 e 21, às 21h30, com a subida ao palco da Sala Principal de “Catarina e a beleza de matar fascistas”. Com texto e encenação de Tiago Rodrigues, esta produção (com bilhetes a 20€) é um dos maiores fenómenos do teatro contemporâneo português, levantando questões éticas e políticas profundas que têm esgotado salas por onde passa.

Tiago Rodrigues leva “Catarina e a beleza de matar fascistas” a Ourém. Foto: Filipe Ferreira

Antes disso, a agenda reserva espaço para os mais novos. Entre os dias 15 e 16 de março, a Sala Estúdio acolhe “Chão de Meninos”, de Madalena Victorino. O espetáculo tem uma sessão aberta a famílias no domingo, dia 15, às 11h00, seguida de sessões escolares na segunda-feira.

A programação de março encerra com o prestigiado 5.º Encontro Internacional de Dança “Adagio”, entre os dias 28 e 31, consolidando Ourém como destino de referência para a dança nacional.

Em paralelo, o Cineclube Albardeira continua a ocupar as terças-feiras com o ciclo “Mas que as há, há!”, celebrando o Dia Internacional da Mulher através da sétima arte.

Segundo o município, este regresso é feito com “perseverança e consciência da valia da atividade do TMO para a comunidade”, provando que o teatro é, simultaneamente, um espaço de lazer e de resistência social.

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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