Mais de 48 horas após a passagem da tempestade Kristin, Vila de Rei mantém várias localidades sem eletricidade e sem comunicações, apesar do abastecimento de água já ter sido restabelecido e do acesso a todas as aldeias estar garantido.
Em comunicado, o presidente da Câmara, Paulo César Luís, adiantou que equipas municipais se mantêm no terreno em diversas frentes, incluindo a desobstrução de vias, limpeza e beneficiação de estabelecimentos de ensino, e acompanhamento de pessoas desalojadas, isoladas ou em situação de vulnerabilidade.
“Estamos a trabalhar em conjunto com os serviços de Ação Social, assistentes sociais e psicólogas, para prestar apoio imediato a quem mais precisa, garantindo também o funcionamento das IPSSs com geradores ou ligação à rede elétrica onde já foi reposta”, explicou.
O município e a E-Redes encontram-se a trabalhar para repor a eletricidade em mais localidades do concelho. Caso não haja novos estragos provocados pelo mau tempo, prevê-se que os serviços da Câmara e os estabelecimentos de ensino retomem a normalidade a partir de segunda-feira.
Para apoio e informações adicionais, a autarquia mantém um Posto de Informação nos Paços do Concelho, enquanto junto da Câmara, Biblioteca Municipal José Cardoso Pires, Posto de Informação e Complexo de Piscinas, a comunidade pode aceder à internet através da rede WiFi4EU, limitada em largura de banda e número de utilizadores.

O presidente da Câmara de Vila de Rei, no distrito de Castelo Branco, reuniu durante o dia com o ministro da Economia, Manuel Castro Almeida, para dar conta dos prejuízos provocados pelo temporal.
O município de Vila de Rei destacou ainda o esforço de todos os envolvidos nos trabalhos de recuperação, incluindo bombeiros, Proteção Civil, GNR, E-Redes, serviços de telecomunicações, funcionários municipais e particulares, sublinhando o forte espírito solidário da população.
A passagem da depressão Kristin por Portugal continental, na quarta-feira, deixou um rasto de destruição, causando pelo menos cinco mortos, segundo a Proteção Civil, vários feridos e desalojados. A Câmara da Marinha Grande contabiliza ainda uma outra vítima mortal no concelho.
Quedas de árvores e de estruturas, corte ou o condicionamento de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações foram as principais consequências materiais do temporal.
Leiria, por onde a depressão entrou no território, Coimbra e Santarém são os distritos que registam mais estragos.
O Governo decretou situação de calamidade entre as 00:00 de quarta-feira até às 23:59 de dia 01 de fevereiro para cerca de 60 municípios, número que pode aumentar.
