A aldeia de Marinha de Vale do Carvalho, na Sertã, está sem telefone e internet desde outubro de 2017, quando um incêndio destruiu as telecomunicações. Foto arquivo: mediotejo.net

Na sequência de uma audiência decorrida a 29 de janeiro entre o Partido Ecologista “Os Verdes” e o Presidente da Câmara Municipal da Sertã, José Farinha Nunes, o Grupo Parlamentar Os Verdes entregou na Assembleia da República uma pergunta em que questiona o Governo, através do Ministério do Planeamento e das Infraestruturas, sobre a falta de restabelecimento na totalidade das telecomunicações, em particular pela operadora MEO, nas zonas afetadas pelos incêndios de 15 e 16 de outubro, como é o caso do concelho da Sertã.

De acordo com notícias vindas a público, “há povoações que ainda continuam sem internet e sem serviços básicos de comunicação, acrescendo que a ausência de telefone deixa ainda mais a população idosa isolada e incontactável, com os respetivos problemas que podem advir em termos de insegurança e em situações de emergência”. 

Na pergunta dos Verdes salienta-se que embora a Altice, tenha vindo a público referir que 99,2% das telecomunicações afetadas pelos incêndios de 15 e 16 de outubro, já estão restabelecidas, tendo mesmo o seu diretor executivo falado em 100%, “o Partido Ecologista Os Verdes continua a receber queixas da população relativamente à falta de telecomunicações, em particular o serviço de telefone fixo e de acesso à internet que utilizam as ligações por cabo telefónico.

A pergunta formulado foi a seguinte:

“1- Tendo em consideração que já passaram quase quatro meses desde os incêndios de 15 de outubro e existem pessoas sem acesso a telecomunicações, em particular telefone de rede fixa, para quando está prevista a totalidade da sua restituição?

2- Tendo em consideração que, as pessoas estão a ser empurradas para serviços indesejados, que incluem mais do que o próprio telefone fixo (internet, televisão, telemóvel), com custos acrescidos e períodos de fidelização injustos, que medidas estão a ser tomadas para evitar que as populações não sejam ainda mais prejudicadas?”

Aos 12 anos já queria ser jornalista e todo o seu percurso académico foi percorrido com esse objetivo no horizonte. Licenciada em Jornalismo, exerce desde 2005, sempre no jornalismo de proximidade. Mãe de uma menina, assume que tem nas viagens a sua grande paixão. Gosta de aventura e de superar um bom desafio. Em maio de 2018, lançou o seu primeiro livro de ficção intitulado "Singularidades de uma mulher de 40", que marca a sua estreia na escrita literária, sob a chancela da Origami Livros.

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