Os dias têm sido particularmente duros para a nossa população. Um verdadeiro comboio de tempestades colocou o país e a nossa região, em particular, perante desafios exigentes, que nos testam diariamente.
Mas, se há algo que a nossa história demonstra, é a capacidade de resistência do nosso povo. Sabemos cair. Sabemos levantar-nos. E voltaremos a erguer-nos.
Nestes momentos árduos, todos somos chamados à responsabilidade: instituições, lideranças e cidadãos. A serenidade e a liderança nunca foram tão necessárias. E importa dizê-lo com clareza: os autarcas estiveram à altura. Próximos das populações, presentes no terreno, muitas vezes com meios limitados, deram o exemplo de compromisso e de serviço público.
O Governo demorou a responder e, em vários momentos, respondeu mal. O episódio da ex-Ministra da Administração Interna tornou-se um símbolo de como não se pode falhar quando as pessoas mais precisam. Competência técnica é importante, mas, sem capacidade política, liderança e sensibilidade perante o sofrimento das populações, revela-se insuficiente. Em tempos de crise, exige-se presença, decisão e humanidade.
Agora, o foco tem de estar no essencial. É urgente mobilizar os fundos necessários para responder à emergência económica e social que enfrentamos. Recuperar habitações, apoiar empresas, reconstruir estradas e reabilitar infraestruturas não é uma opção: é uma prioridade absoluta. Precisamos de respostas rápidas, justas e com menos burocracia. Precisamos de eficácia. Precisamos de ação.
Não se trata de procurar culpados. Trata-se de garantir soluções. Trata-se de assegurar que nenhuma família fica esquecida, que nenhum empresário é abandonado, que nenhuma freguesia fica para trás.
No distrito de Santarém, a situação foi especialmente dura. O Médio Tejo sofreu fortemente com a tempestade Kristin e, depois, as cheias e as sucessivas intempéries agravaram ainda mais a realidade do nosso território. É tempo de união. É tempo de exigir os recursos necessários. Coimbra e Leiria merecem apoio, naturalmente. Mas os nossos concelhos também merecem atenção e investimento.
Não podemos aceitar que sejam esquecidos por serem menos mediáticos. As nossas populações contam. As nossas terras contam.
No meio da adversidade, houve também um sinal claro de confiança e estabilidade. A vitória com mais de dois terços dos votos a nível nacional e a vitória inequívoca, nos 21 concelhos do distrito de Santarém, da candidatura presidencial de António José Seguro representam um mandato forte da democracia, da moderação e do equilíbrio.
Apoiei António José Seguro desde a primeira hora porque sempre acreditei na sua capacidade de unir, de dialogar e de liderar com serenidade. No próximo dia 9 de março, tomará posse como Presidente da República perante o Parlamento. Será o Presidente de todos os portugueses. Um Presidente que constrói pontes, que defende a tolerância e que honra a democracia.
Vivemos tempos exigentes. Mas é precisamente nos momentos mais difíceis que se revelam as lideranças e a força de um povo.
Estamos à prova. E vamos responder com trabalho, união e determinação.
