Mação recebe 12.º Seminário Internacional APHELEIA sobre imaginação e paisagismo

Mação acolhe, entre 18 e 27 de março, o 12.º Seminário Internacional APHELEIA, dedicado ao tema “Imaginação e Paisagismo: representar, experimentar, brincar, performar, transformar”. A iniciativa decorre no Centro Cultural Elvino Pereira e reúne investigadores, artistas, docentes e estudantes de diferentes áreas para refletir sobre património cultural, criatividade e gestão de paisagens.

O seminário é promovido no âmbito dos programas académicos ligados ao património e ao território do Instituto Politécnico de Tomar, contando também com a colaboração de diversas redes e instituições internacionais.

Ao longo de dez dias, o encontro propõe discutir o papel da imaginação na construção e transformação das paisagens culturais, desde a análise de ocupações pré-históricas até às práticas de comunidades contemporâneas. Entre os temas em debate estarão os processos através dos quais a intervenção humana – como domesticação de espécies, dispersão de artefactos, arte rupestre ou construções – contribui para moldar o território.

O programa intensivo do seminário, que corresponde a seis créditos ECTS, inclui conferências durante a manhã e, durante as tardes, workshops, debates e visitas de campo.

A iniciativa integra ainda a conferência “Imagination and Heritage”, marcada para os dias 24 e 25 de março, organizada em colaboração com a Universidade de Târgoviste e várias redes internacionais, entre as quais a KreativEU, o programa CHAOS da University of California Irvine, o CIPSH e o programa UNESCO Bridges.

Luiz Oosterbeek, professor do Instituto Politécnico de Tomar e diretor do Museu de Arte Pré-Histórica e do Sagrado do Vale do Tejo, um dos grandes dinamizadores do evento, é presidente do International Council for Philosophy and Human Sciences (CIPSH), organização internacional ligada à UNESCO.

Luiz Oosterbeek, do Politécnico de Tomar, diretor do Museu de Arte Pré-Histórica de Mação, e presidente do Conselho Mundial Para a Filosofia e Humanidades. Foto: DR

Dirigido a investigadores, docentes, estudantes de mestrado e doutoramento e profissionais interessados nestas áreas, o seminário privilegia abordagens interdisciplinares e transdisciplinares, com especial atenção à gestão sustentável das paisagens e à inovação cultural.

Criado em 2015, o Seminário Internacional APHELEIA tornou-se ao longo dos anos uma plataforma de encontro entre as humanidades, os estudos ambientais, o património cultural e as artes, promovendo o diálogo entre investigação académica, práticas artísticas e experiências comunitárias na interpretação e valorização das paisagens culturais.

O programa completo e mais informações estão disponíveis AQUI

Foto: arquivo/Apheleia em Mação

O seminário é promovido pelo Instituto Politécnico de Tomar, através da Cátedra UNESCO em Humanidades e Gestão Cultural Integrada do Território, em parceria com a rede internacional APHELEIA, Museu de Arte Pré-Histórica e do Sagrado do Vale do Tejo, Câmara de Mação, e várias instituições académicas e científicas.

Mação tornou-se na última década a principal base do Seminário Internacional APHELEIA devido à forte ligação científica entre o território e os estudos sobre património, arqueologia e paisagem cultural. O concelho acolhe o Museu de Arte Pré‑Histórica e do Sagrado do Vale do Tejo, um centro de investigação e divulgação científica dedicado à arte rupestre e às ocupações humanas pré-históricas do Vale do Tejo, que funciona como laboratório natural para o estudo da relação entre comunidades humanas e território.

Esta ligação científica levou investigadores do Politécnico de Tomar e de redes académicas internacionais a escolher Mação como local regular do seminário desde 2015, transformando o concelho num ponto de encontro anual para investigadores, artistas e estudantes interessados na gestão de paisagens culturais, património e criatividade.

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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