A Sertã foi esta segunda-feira o ponto de partida da primeira Presidência Aberta do mandato de António José Seguro, numa visita centrada na recuperação das zonas afetadas pelo mau tempo e marcada pelas preocupações da população com o corte da Estrada Nacional 2 (EN2) em Pedrógão Pequeno.
À chegada à localidade, o Presidente da República parou junto ao corte de trânsito na EN2, onde foi recebido pelo presidente da Câmara Municipal da Sertã, Carlos Miranda, e por várias dezenas de populares que pediram uma intervenção urgente para a reposição da circulação em segurança naquela via.
Munidos de uma faixa com a mensagem “Senhor Presidente precisamos de ajuda. A N2 é a nossa sobrevivência”, os habitantes alertaram para o impacto económico e social do encerramento do troço, interdito desde a passagem da tempestade Kristin, devido à instabilidade dos taludes e ao risco de derrocada.
Após ouvir as queixas, António José Seguro comprometeu-se a levar o tema à reunião semanal com o primeiro-ministro, Luís Montenegro, agendada para terça-feira, em Tomar.




O presidente da autarquia, Carlos Miranda, recordou que a via está sob responsabilidade da Infraestruturas de Portugal e sublinhou a importância estratégica da estrada para o desenvolvimento económico de Pedrógão Pequeno.
“A Nacional 2 é um ativo económico muito importante. Queremos uma solução rápida para esta situação”, afirmou.

A visita prosseguiu no Hotel da Montanha, uma das infraestruturas mais afetadas pela tempestade, onde o chefe de Estado observou os danos ainda existentes. Os prejuízos naquela unidade hoteleira estão estimados em cerca de 1,5 milhões de euros, continuando por chegar os apoios esperados.
No final da visita, Seguro explicou que esta Presidência Aberta, dedicada às regiões atingidas pelo mau tempo, pretende identificar atrasos e acelerar as respostas.
“Venho ouvir para depois falar e, sobretudo, ver o que correu bem, o que correu mal, os apoios que estão a chegar e os que estão a tardar”, afirmou.

O Presidente da República deixou ainda um apelo aos portugueses para que escolham o interior do país como destino de férias, numa forma de apoiar a recuperação económica das zonas mais afetadas.
“Um fim de semana ou uma semana nestas bonitas paisagens do interior é uma ajuda, um estímulo e uma expressão de solidariedade”, apelou.
Vila de Rei | Seguro elogia cooperação das Forças Armadas para prevenir época dos incêndios
O Presidente da República, António José Seguro, elogiou em Vila de Rei o trabalho de cooperação das Forças Armadas com autarquias e estrutura de missão para a limpeza dos terrenos na sequência do mau tempo, prevenindo assim a época de incêndios.
No primeiro dia da presidência aberta na zona centro, António José Seguro deslocou-se a Vila de Rei, distrito de Castelo Branco, para ver, no terreno, o trabalho do Exército na limpeza dos terrenos depois do mau tempo que, em fevereiro, assolou a região, tendo descido vários metros de um estradão onde as máquinas e os militares estavam a trabalhar.

“Fico satisfeito que haja esta cooperação por parte das Forças Armadas com a autarquia, com a equipa de missão, porque de facto esta é uma das preocupações que todos nós temos, uma aflição muito grande. Vem aí a época mais quente, época propícia a incêndios, e se os caminhos e os aceiros não estiverem limpos, quem vem, da Proteção Civil e designadamente os bombeiros, para poder combater esses incêndios, não conseguem passar”, disse.
Depois de ouvir a explicação por parte da militar responsável, o Presidente da República disse que “fica feliz” e elogiou “este comportamento, esta disponibilidade das Forças Armadas portuguesas”.
Seguro fez depois o caminho de volta, agora a subir, para regressar à estrada principal, e nesse momento, foi interpelado por uma senhora que lhe pediu que entrasse consigo na sua casa para ver os estragos provocados pelo mau tempo.
O Presidente da República acedeu ao pedido e, de mão dada com a dona da casa, entrou na habitação, tendo-se juntado depois o presidente da Câmara de Vila de Rei, Paulo César Luís, para ouvir estas queixas.
No final, e antes de seguir para o novo ponto de agenda, o autarca disse a Seguro que tinha gostado de o conhecer, apesar destas circunstâncias, e deixou-lhe dois convites.
O primeiro foi para que, quando apresentasse a sua recandidatura, o fizesse em Vila de Rei, local que o ex-líder do PS assumiu que tinha inicialmente pensado para fazer a apresentação da sua candidatura presidencial, por ser o centro geodésico de Portugal, mas que acabou por ser nas Caldas da Rainha por não haver condições para a sua primeira ideia.
“E eu queria aproveitar para o convidar para o nosso feriado municipal no dia 19 de setembro, para vir cá testemunhar o estado do concelho”, pediu ainda o presidente da câmara.




Seguro recebeu o “convite com muito gosto”, mas não deu a certeza da sua presença.
“Porque nessa data, há uma iniciativa que nós faremos nos Jardins de Belém, mas talvez possa conjugar”, explicou, dizendo a Paulo César Luís que tinha “uma porta aberta” no Palácio de Belém.
António José Seguro iniciou esta manhã, no concelho da Sertã, distrito de Castelo Branco, a primeira Presidência Aberta, dedicada a acompanhar a recuperação das zonas atingidas pelas tempestades, numa iniciativa de cinco dias que irá terminar sexta-feira em Leiria.
A iniciativa tem como objetivo permitir ao chefe de Estado testemunhar os impactos das intempéries, escutar as populações e avaliar as necessidades de resposta e de recuperação das zonas sinistradas.
Durante o dia de hoje, Seguro visita os concelhos da Sertã, Oleiros, Proença-a-Nova e Vila de Rei, no distrito de Castelo Branco, terminando o dia em Tomar, no distrito de Santarém, cidade escolhida como sede desta Presidência Aberta. Ferreira do Zêzere e Mação, no Médio Tejo, serão visitados na terça-feira.
Durante a campanha eleitoral, António José Seguro tinha prometido que, se fosse eleito, faria a primeira Presidência aberta na zona Centro, fortemente afetada pelo mau tempo.
c/Lusa
