Os deputados do PSD eleitos pelo distrito de Santarém questionaram hoje o atraso de três anos da Unidade de Cuidados na Comunidade (UCC) de Sardoal, tendo lembrado que “foi em setembro de 2016 que o Governo de António Costa prometeu para breve a criação da UCC do Sardoal, projeto este que deverá abranger também um conjunto de freguesias do concelho de Abrantes carenciadas de cuidados de saúde primários.
Em nota de imprensa, o deputado Duarte Marques refere na missiva que, “tal como o autarca do Sardoal, Miguel Borges, tem vindo a chamar a atenção, o concelho tem uma grave carência de médicos, tem uma população bastante envelhecida e a sua autarquia tudo tem feito para propor soluções que possam facilitar a resolução deste problema”, tendo recordado que, “em abril de 2016, há quase três anos, o Governo anunciou, com enorme destaque, a criação de uma Unidade de Cuidados na Comunidade em Abrantes e no Sardoal denominada Mira Zêzere, abrangendo também, algumas freguesias a norte do concelho de Abrantes”.
Segundo o PSD, esta unidade teria como objetivo a “prestação de cuidados de saúde e apoio psicológico e social de âmbito domiciliário e comunitário, especialmente às pessoas, famílias e grupos mais vulneráveis em situação de risco ou dependência física e funcional ou doença que requeira acompanhamento próximo”, dando conta que “outras unidades semelhantes já em funcionamento atuam também ao nível da educação para a saúde, na integração em redes de apoio à família e na implementação de Unidades Móveis de Intervenção nomeadamente dos grupos mais vulneráveis”.
Nesse sentido, afirmam, “torna-se cada vez mais incompreensível que a Unidade de Cuidados na Comunidade do Sardoal (Mira Zêzere) continue a ser adiada após ter sido apresentada, tal como a unidade de Abrantes já em funcionamento, com tanto destaque. Passaram quase três anos de uma promessa que criou expectativas, que criou uma ilusão na população local, mas que tem sido frustrada”.
Para Duarte Marques, “este é mais um exemplo da ação do Governo de promessas e mais promessas que raramente saem do papel e dos powerpoints, e o pouco que vai sendo inaugurado costumam ser heranças que arrancaram no governo anterior”.
