Foi aprovada por maioria social-democrata a prestação de contas relativa ao ano 2017 do Município de Sardoal, contando com uma abstenção do vereador Carlos Duarte (PS) e um voto contra do vereador Pedro Duque (PS). Apesar de Miguel Borges (PSD), autarca da CM Sardoal, ter destacado o mais baixo prazo médio de pagamento desde 2009 (88 dias) e a redução da dívida, Pedro Duque (PS) relembrou algumas questões ainda por resolver como a Barragem da Lapa e a reabilitação da Casa dos Almeidas e Externato Rainha Santa Isabel, notando votar contra “genericamente” e por não se identificar com as prioridades tomadas pelo executivo.
Miguel Borges, presidente da CM Sardoal começou por apresentar o relatório, numa abordagem resumida. “Encerrámos o ano 2017 com resultado líquido do exercício positivo, cerca de 364 mil euros”, notou, salientando ainda a “diminuição da dívida, de menos cerca de 573 mil euros”, e o facto de avançar “sem pagamentos em atraso, com aumento do investimento”.
O autarca mencionou de seguida, “com alguma vaidade”, mas frisando que “é o bom caminho, mas ainda não é o ideal”, um prazo médio de pagamento de 88 dias, considerado “o prazo médio mais baixo desde o ano 2009”.
Iniciando a intervenção da oposição, Pedro Duque (PS) disse não querer deixar de notar que “desde 2009 a Câmara passou a ter uma outra preocupação relativamente ao rigor orçamental e financeiro executivo”, porém, manifestou “votar contra essencialmente as prioridades de intervenção que têm sido estabelecidas”.
O vereador socialista sublinhou que “o fundo de maneio de que o município dispõe é reduzido” e que “em termos políticos as prioridades que têm sido estabelecidas não têm sido aquelas que estabeleceria, razão pela qual vou votar contra, genericamente, a prestação de contas”.
Pedro Duque justificou, em declaração de voto, que a sua intenção de voto se justifica por “não estar genericamente de acordo com a gerência levada a cabo em 2017”, referindo discordar de algumas prioridades distinguidas pelo atual executivo no ano transato. O vereador referiu-se à manutenção dos gastos em ações culturais, dizendo que “155 mil euros em cultura nunca será demasiado. Somente extrapolando para a realidade do concelho de Sardoal, quando questões que considero prioritárias, tais como investimento, coesão social e valorização do património, não tiveram, nem de perto, nem de longe, a mesma atenção por parte deste executivo”.
O vereador recordou ainda algumas questões, consideradas “urgentes e estruturais”, que sobressaíram no pretérito ano, caso da segurança da Barragem da Lapa, da recuperação da Casa dos Almeidas e do Externato Rainha Santa Isabel e da revisão do PDM, com consequente possibilidade de expansão de espaços urbanizáveis indispensáveis à fixação de residentes no concelho.
Por seu turno, o vereador Carlos Duarte (PS) optou pela abstenção, referindo não ter “nada a dizer sobre este relatório, mas afasto-me dele um bocadinho na questão política”.
