Na reunião de executivo de Sardoal, realizada na quarta-feira, 20 de setembro, o presidente da Câmara, Miguel Borges (PSD), deu conta de as três técnicas do CLDS 4 G, programa que, entretanto, terminou, estarem, através de contratos de inserção, “a trabalhar na candidatura ao ‘Radar Social'” a ser submetida ao PRR até dia 28 deste mês. A pergunta surgiu do vereador do Partido Socialista, Pedro Duque.
Nesse âmbito pretende-se fazer um diagnóstico social, uma carta social municipal e um plano de desenvolvimento social. O financiamento do PRR será para a constituição dessa equipa de trabalho. Segundo Miguel Borges, no caso da aprovação da candidatura, “a inclusão de pessoas nessa equipa de trabalho será por concurso. As técnicas, que trabalharam no CLDS, estão agora a realizar a candidatura porque estavam no desemprego e conhecem bem o território”, esclareceu o presidente ao nosso jornal.
O autarca esclarece também que são duas as fases do projeto, “uma primeira fase de diagnóstico social e uma segunda fase para georreferenciação social e plano de ação”.
O aviso de candidatura explica que o impacto económico e social provocado pela pandemia Covid-19, contribuiu para o agravamento das condições de vida das pessoas e das famílias, especialmente as que se encontram em situação de vulnerabilidade, pobreza e exclusão social. Neste contexto, o ‘Radar Social’ assenta no desenvolvimento de um trabalho de parceria e de cooperação, de referenciação e de (re)conhecimento dos problemas de pobreza e exclusão social, em complementaridade com as redes locais.
Através da medida ‘Radar Social’ será implementado um sistema integrado de georreferenciação social e de capacitação dos territórios na ativação das respostas e otimização dos recursos, visando trazer maior eficácia à ação das entidades locais, apoiada na noção de desenvolvimento social e integrada numa perspetiva do desenvolvimento local.
Os processos de territorialização da pobreza e de exclusão social nos territórios e a necessidade de
assegurar uma maior capacidade de intervenção das entidades nestes contextos, tem reforçado a
necessidade de se criarem condições de proximidade para a resolução de problemas sociais que atingem as populações em situação de vulnerabilidade social, e em risco de pobreza e exclusão social, redirecionando a intervenção social local para o desenvolvimento de territórios inclusivos.
