Santa Margarida acolhe OPEX 2026 e Centro de Capacitação, Simulação e Certificação do Exército. Foto: DR

Portugal vai receber em setembro o OPEX 2026, evento militar que “reúne tudo o que de melhor há na Europa”, no campo de Santa Margarida, onde será instalado o Centro de Capacitação, Simulação e Certificação (CCTSC), um investimento na ordem dos 4,3 milhões de euros, anunciou o Exército.

Em declarações aos jornalistas, o Chefe do Estado-Maior do Exército (CEME), general Mendes Ferrão, explicou que o CCTSC, investimento de 4,3 milhões de euros (ME), “vai ser um centro de simulação de nível internacional” e que os simuladores “já começaram a ser recebidos”, permitindo “não só a gestão do centro, mas também a certificação operacional de todas as nossas forças”.

O centro integra a estratégia continuada de modernização do Exército e permitirá treinar do pelotão à brigada, utilizando simuladores de última geração, disse Mendes Ferrão em Santa Margarida, Constância, à margem da cerimónia da entrega de estandarte nacional à força militar destacada para a Eslováquia, no âmbito da NATO.

O CEME destacou ainda que Santa Margarida reforça o seu papel central na preparação de forças e na investigação, desenvolvimento e inovação reconhecidos internacionalmente.

Exército investe 4.3 ME em Santa Margarida em Centro de Capacitação Tática, Simulação e Certificação. Foto: mediotejo.net

ÁUDIO | EDUARDO MENDES FERRÃO, CHEFE ESTADO MAIOR EXÉRCITO:

Paralelamente, o Exército Português desenvolve 11 projetos financiados pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), no valor de mais de 33 ME, destinados à modernização e reabilitação de infraestruturas, escolas militares e unidades de alojamento, bem como iniciativas de transição digital e eficiência energética.

No caso de Santa Margarida, estão ainda previstos investimentos na recuperação de 19 unidades de alojamento, num valor de 304 mil euros, a par de requalificação da messe de oficiais e ao nível de saneamento básico no campo militar.

Mendes Ferrão sublinhou que “a Lei de Programação Militar, no que diz respeito aos programas de Exército, foi reforçada” no final do ano passado.

“Para termos uma ideia, quintuplicou as verbas disponíveis em sede de Lei de Programação Militar para o Exército”, notou, acrescentando que estes investimentos, juntamente com os projetos do PRR, “reforçam a capacidade de inovação e a prontidão operacional das forças”.

Sobre o OPEX 2026, o general explicou que Portugal foi escolhido para receber este exercício da Agência Europeia de Defesa, que “reúne tudo o que de melhor há na Europa” e decorrerá de 28 de setembro a 13 de outubro, envolvendo tecnologia de ponta, forças multinacionais e exercícios em condições realistas.

O Campo Militar de Santa Margarida disponibiliza 67 quilómetros quadrados de treino para o OPEX 2026 e para a testagem de soluções tecnológicas, em articulação com o exercício nacional ARTEX26, que integra a experimentação tecnológica do Exército com a indústria e a investigação militar.

O OPEX 2026 faz parte do “Hub for Defence Innovation” (HEDI) da EDA e destina-se a validar capacidades como sistemas autónomos, vigilância, apoio à decisão, logística e munições de permanência.

O evento, que será de “grande dimensão e diversidade”, promove a interoperabilidade, acelera a transição de tecnologias emergentes para emprego operacional e deverá envolver a participação de todos os Estados-membros da União Europeia, seguindo a referência de 2025 em Itália, com mais de 330 missões e cerca de 150 militares e técnicos.

“Se hoje temos apenas uma amostra do Euroc, aqui vamos multiplicar esse nível por mais de 10”, afirmou Mendes Ferrão, tendo feito notar que a iniciativa “não se limitará a Santa Margarida, abrangendo toda a região” do Médio Tejo, contribuindo para o desenvolvimento local.

Em comunicado, o Exército indica que o OPEX 2026 e o ARTEX26 “projetam Portugal como polo europeu de inovação em defesa, promovendo a integração de tecnologias emergentes, gerando sinergias entre a indústria nacional e internacional”, e “reforçando a autonomia estratégica europeia, a interoperabilidade e a credibilidade operacional das forças armadas” portuguesas.

c/LUSA

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