É um clássico intemporal. As resoluções de ano novo funcionam para as pessoas como os planos estratégicos para as empresas. Mas deixem-me contar-vos um segredo. Pensar e planear é a parte mais fácil. O segredo do sucesso está na realização e como bem sabemos, é da natureza humana, pensar mas deixar por fazer. E em bom rigor, pensar também não é para todos.

Agora que consegui a vossa atenção e fiz o pleno no coro de ofensas por parte de quem se sente ofendido, quero que saibam que também faço parte deste grupo, tendo a perfeita consciência de que as resoluções de ano novo são um referencial inconsciente de quem está consciente de que sabe a teoria mas tem fobia à prática.

Na maior parte das vezes, somos honestos e acreditamos estar a ser genuínos, mas invariavelmente, acabamos por ser desmentidos pelos factos.

E contra factos não há argumentos, por mais que tentemos argumentar, sabendo que apenas o fazemos para suavizar o peso da consciência que vai ficando, de ano para ano, cada vez mais pesada.

Haverá exceções que se limitam a confirmar a regra porque, nesta matéria, a regra é falhar esta regra.

Mas como em tudo no mundo, também aqui entra a lei da compensação, e se falhamos na maioria das resoluções, acabamos por acertar em muitas irresoluções.

Não deixa de ser uma espécie de jogo entre um equilíbrio desequilibrado ou um desequilíbrio equilibrado e cada um saberá o que é melhor para si, mesmo aqueles que não sabem, mas estão convictos que sim.

O ano é novo mas os hábitos são velhos e uma coisa que aprendemos desde muito novos, é que o homem é um “animal de hábitos” que adora a sua zona de conforto por ser um local confortável que não quer abandonar por ter medo de colidir com o desconforto.

Disrupção, não, porque continuidade é o que é pedido pela idade.

É assim todos os anos e este ano não será diferente, mas com resoluções ou sem elas, faço votos que 2018 seja o melhor ano das nossas vidas.

Bom ano para todos!

É gestor e trabalhar com pessoas, contribuir para o seu crescimento e levá-las a ultrapassar os limites que pensavam que tinham é a sua maior satisfação profissional. Gosta do equilíbrio entre a família como porto de abrigo e das “tempestades” saudáveis provocadas pelos convívios entre amigos. Adora o mar, principalmente no Inverno, que utiliza, sempre que possível, como profilaxia natural. Nos tempos livres gosta de “viajar” à boleia de um bom livro ou de um bom filme. Em síntese, adora desfrutar dos pequenos prazeres da vida.

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