A Câmara Municipal de Torres Novas aprovou, na reunião do executivo, a abertura do concurso público para a empreitada “Pavimentações de São Pedro – Fases I e II”, uma intervenção considerada prioritária pelo presidente da autarquia, José Trincão Marques, devido ao avançado estado de degradação da zona. A obra, estimada em 2.8 ME, visa promover a melhoria das condições de circulação pedonal, viária e ciclável.
O valor global da empreitada ascende a 2.800.301,24 euros (2.8 ME), acrescido de IVA, sendo 2.363.496,73 euros da responsabilidade do município e 436.804,51 euros da responsabilidade da Águas do Ribatejo. O prazo de execução previsto é de 720 dias.
“Como todos sabemos, aquela zona de São Pedro está muito má do ponto de vista de conservação do pavimento”, afirmou o autarca, alertando também para problemas ao nível das infraestruturas. “Tem deficiências também ao nível dos esgotos, águas pluviais e até do próprio abastecimento de água”, acrescentou.
A obra será financiada em parceria com a empresa Águas do Ribatejo e abrangerá uma área alargada, incluindo o Largo do Quinchoso, a zona envolvente à Igreja de São Pedro e a Rua Dr. Gouveia Pimenta.
“É uma obra necessária para a cidade e para os nossos munícipes”, sublinhou José Trincão Marques, admitindo ainda que a intervenção poderá “servir de impulso para a reconstrução de alguns imóveis que ali se encontram degradados”.
O prazo de execução previsto é de cerca de dois anos, refletindo a complexidade da intervenção, que implicará uma renovação profunda das infraestruturas subterrâneas antes da repavimentação. “Primeiro tem que se partir o chão e fazer as infraestruturas, e só depois é que se faz o pavimento”, explicou.
Antes do início da obra, decorre ainda o processo de concurso público, que o presidente estima demorar entre seis a sete meses. O autarca explicou ainda que houve necessidade de acelerar o processo. “Eu confesso que acelerei devido ao estado gravíssimo de conservação daquela zona. Pedi aos serviços para acelerarem esta obra”, afirmou.
A prioridade, frisou, é resolver os problemas estruturais, relegando outras questões para segundo plano.
“A questão do trânsito é secundária, vê-se depois. Interessa-me resolver o problema, porque senão andamos aqui a adiar”, disse, defendendo que eventuais ajustes na circulação ou estacionamento podem ser feitos posteriormente. “Qual é a diferença de o semáforo estar mais 100 metros à frente ou mais atrás? Depois vê-se.”
“A conservação do piso da zona de São Pedro está uma lástima. Toda a gente fala nisso e com razão”, referiu, destacando ainda a antiguidade das infraestruturas existentes. “Aqueles esgotos são antiquíssimos, já vêm de há várias dezenas de anos e necessitam de intervenção”.
A empreitada prevê também o reforço do enquadramento paisagístico e a requalificação do trilho pedonal existente entre a entrada da Quinta Cimo de Vila e o topo do Viaduto do Rio Frio, através das escadinhas da Fonte da Broa.
Paralelamente, será feita a uniformização do espaço urbano e a modernização das infraestruturas de suporte, nomeadamente ao nível da iluminação pública, do abastecimento de água e das redes de drenagem de águas pluviais e residuais, cuja situação atual apresenta fragilidades, com sistemas obsoletos e, em alguns casos, unitários.
O presidente classificou mesmo a decisão como marcante. “Hoje é um dia histórico, esta deliberação é histórica”, afirmou, garantindo que o município está determinado em avançar com os trabalhos. “Quanto mais depressa começarmos, mais depressa acabamos e resolvemos o problema às pessoas.”
A empreitada prevê, assim, a requalificação integral da zona, incluindo redes de saneamento, águas pluviais e pavimentação, com o objetivo de melhorar as condições de circulação e qualidade de vida dos moradores e utilizadores daquele espaço da cidade.
