As 181 empresas empregam 6.328 trabalhadores e geraram um volume de negócios superior a 694 milhões de euros em 2023, afirmou a entidade, num comunicado.
O Médio Tejo registou, em 2024, um crescimento assinalável no número de empresas Gazela, atingindo o valor máximo desde o início desta distinção em 2012, com impacto expressivo na criação de emprego e na geração de riqueza, reforçando o seu posicionamento no contexto da região Centro. Destaque para o município de Ourém, que é o segundo município com mais empresas Gazela (14) na região Centro (depois de Leiria, com 23 empresas, e com o mesmo número de Coimbra).
Das 181 empresas reconhecidas, 22 estão localizadas em municípios da Comunidade Intermunicipal (CIM) do Médio Tejo: Ourém concentra 14 empresas, enquanto as restantes estão distribuídas por Abrantes (3), Tomar (2) e Entroncamento, Torres Novas e Vila Nova da Barquinha, com uma empresa cada.
Os dados são resultado do apuramento realizado anualmente pela CCDR Centro e visam reconhecer empresas jovens que, num curto espaço de tempo, apresentam ritmos de crescimento muito acima da média, nomeadamente a nível de emprego e volume de negócios.
Segundo a presidente da CCDR Centro, Isabel Damasceno, o recorde atingido “demonstra a vitalidade e o dinamismo do tecido empresarial” local.
“Com estas 181 empresas, eleva-se para 869 o número de empresas que, ao longo dos últimos 13 anos, alcançaram esta distinção, que reconhece as suas capacidades de inovação, de criação de emprego, de dinamização do mercado e de estímulo ao desenvolvimento económico nos territórios onde se inserem”, apontou a responsável, citada no comunicado.
Os dados hoje apresentados revelam que há 46 empresas gazela a mais do que em 2023 e dão conta de um crescimento expressivo à nível de emprego (a média, em 2020, era de 12 trabalhadores por empresa, enquanto em 2023 passou para 35).
Para Isabel Damasceno, outro marco importante desta edição é existirem empresas gazela em 60 dos 100 municípios da Região Centro (a intervenção da CCDRC abrange 77 concelhos, exceto quando se trata da aplicação de fundos estruturais, cujo âmbito aumenta para uma centena de municípios), valor “que vem consolidar a tendência dos últimos anos de disseminação destas entidades pelo território da região”.
Em termos de distribuição geográfica, Leiria destacou-se como o município com mais empresas gazela (23), seguido por Coimbra e Ourém (com 14 cada), Aveiro e Torres Vedras (10 cada) e Águeda (sete).
“As empresas Gazela representam uma pequena percentagem do universo empresarial, mas estão presentes em todos os setores de atividade e distinguem-se pelo dinamismo, pela capacidade de adaptação aos mercados e pela forte orientação para a inovação e internacionalização”, reforçou a presidente da CCDR Centro.
Do total de entidades identificadas em 2024, 72 são exportadoras, com as suas exportações a totalizarem 186 milhões de euros em 2023.
No final de 2024, 60 das 181 entidades tinham 97 candidaturas financiadas pelos programas Portugal 2020 e Portugal 2030, perfazendo um investimento elegível total aprovado de 87,5 milhões de euros e um fundo europeu atribuído de 45,8 milhões de euros.
Destas, 49% eram candidaturas ao Programa Regional do Centro e 90% visavam investimento em inovação empresarial e empreendedorismo.
A homenagem a estas empresas vai decorrer na quarta-feira, pelas 17:30, no Teatro Municipal de Ourém (distrito de Santarém).
Em termos de posicionamento relativo das sub-regiões com base no seu número de empresas gazela, verifica-se que, pela primeira vez nos últimos doze anos, a Região de Leiria apresenta o maior número de empresas gazela. A Região de Coimbra volta a ocupar o segundo lugar em 2024 e o Oeste e a Região de Aveiro posicionam-se no terceiro lugar da hierarquia sub-regional. O Médio Tejo surge em 4º lugar.
O estudo completo, com a listagem das empresas, pode ser consultado AQUI.
C/LUSA
