Foto arquivo: CMO

Mais de 15.500 consultas realizadas através do projeto Bata Branca e cerca de 3.500 teleconsultas até ao final de novembro de 2025 marcam a resposta na área da saúde no concelho de Ourém. A autarquia encontra-se ainda em processo de negociações para alargar o serviço de teleconsulta a extensões de saúde sem médico de família ou sem o funcionamento do projeto Bata Branca.

O presidente da Câmara de Ourém, Luís Albuquerque, destacou, na última sessão da Assembleia Municipal, o impacto do projeto Bata Branca e da teleconsulta como respostas prioritárias para minimizar as dificuldades existentes nos cuidados de saúde primários no concelho, nomeadamente a falta de médicos de família.

Segundo o autarca, o projeto Bata Branca surgiu como a solução mais rápida para responder às necessidades identificadas na área da saúde, permitindo a celebração de um protocolo entre a Câmara Municipal de Ourém, a Unidade Local de Saúde e a Santa Casa da Misericórdia de Fátima.

Este acordo possibilita a contratação de médicos reformados ou de profissionais que não estejam vinculados ao Serviço Nacional de Saúde, assegurando a prestação de cuidados médicos nas várias extensões de saúde do concelho.

Luís Miguel Albuquerque, presidente da CMO. Foto: DR

Durante o ano de 2025, foram realizadas mais de 15.500 consultas ao abrigo deste projeto, um número que, segundo Luís Miguel Albuquerque, demonstra a relevância e a importância desta resposta, sublinhando ainda o esforço financeiro assumido pelo município no âmbito do seu orçamento.

Paralelamente, a autarquia tem vindo a apostar na teleconsulta como complemento às consultas presenciais. Atualmente, este serviço funciona diariamente no Centro de Saúde de Ourém e, até 30 de novembro de 2025, permitiu a realização de cerca de 3.500 consultas.

ÁUDIO | Luís Miguel Albuquerque, presidente da Câmara Municipal de Ourém

O presidente da Câmara adiantou ainda que estão em curso contactos com a Unidade Local de Saúde e com a Santa Casa da Misericórdia de Fátima, estando também a decorrer negociações com uma empresa prestadora do serviço de teleconsulta, com vista à definição do valor hora e à ampliação deste modelo a extensões de saúde que, neste momento, não dispõem de médico de família nem de apoio através do projeto Bata Branca.

De acordo com Luís Miguel Albuquerque, estas soluções representam, atualmente, os mecanismos mais rápidos e eficazes para dar resposta às populações que ainda não têm médico de família ou médico assistente no concelho de Ourém.

Mestre em Jornalismo e apaixonada pela escrita e pelas letras. Cedo descobriu no Jornalismo a sua grande paixão.

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