Ponte da Chamusca reabriu mas autarca alerta para “caos” na mobilidade regional. Foto: CMC

“Foram detetadas falhas de segurança antes da ponte, no lado da Golegã. As Infraestruturas de Portugal vieram fazer uma avaliação e passaram o semáforo para trás, para impedir que os veículos circulem na zona afetada”, explicou o presidente da Câmara da Chamusca, Nuno Mira.

Segundo o autarca, o encerramento esta semana da ponte da Chamusca, no distrito de Santarém, deveu-se ao estado da estrada de acesso do lado da Golegã e não está relacionado com problemas estruturais na ponte.

Desde hoje, a circulação foi restabelecida e faz‑se agora de forma alternada com alguns condicionamentos, nomeadamente o encerramento de alguns metros de uma das faixas. O trânsito está a ser regulado por sinalização luminosa colocada antes do troço condicionado.

Em comunicado, a Câmara da Golegã informou que, após a confirmação da Infraestruturas de Portugal sobre a conclusão dos trabalhos de avaliação das condições de segurança do talude na Estrada Nacional 243, a circulação nesta via foi retomada cerca das 17h30 desta quinta-feira.

Segundo município, presidido por António Camilo, o trânsito funcionará, doravante, com alguns condicionamentos, incluindo o encerramento de parte de uma das faixas, sendo a circulação alternada e regulada por semáforos instalados antes do troço afetado.

“Apesar da reabertura, mantém-se a preocupação com o aumento dos caudais na bacia do Tejo, sendo possível que a zona do Dique dos Vinte volte a ficar submersa, situação que poderá condicionar novamente a circulação rodoviária”, indicou o município.

Foto: CMG

A Ponte da Chamusca é o principal eixo de ligação entre Chamusca e Golegã, utilizada diariamente por moradores, trabalhadores e transporte de mercadorias com destino a Torres Novas, Entroncamento ou à autoestrada 1 (A1).

Segundo o autarca, cada vez que a ponte tem de encerrar “causa um caos na vida de centenas de pessoas”, já que os veículos ligeiros só conseguem atravessar o rio Tejo em Constância e os pesados têm, muitas vezes, de seguir até à Ponte Salgueiro Maia, em Santarém.

“Isto provoca imensos prejuízos e transtorno, sobretudo para o setor industrial e para todos os que precisam de circular nesta zona”, sublinhou Nuno Mira.

Também hoje os autarcas de Constância e de Vila Nova da Barquinha manifestaram a sua preocupação com a situação, tendo feito notar que Ponte da Praia, que liga os dois municípios, tem registado um aumento do tráfego devido às cheias e ao fecho da Ponte da Chamusca, com autarcas a alertarem para riscos de segurança e a reivindicarem soluções estruturais.

“O tráfego ligeiro duplicou ou triplicou relativamente ao normal. Queremos alertar a população e o Governo para esta situação, fruto do encerramento da Ponte da Chamusca e das limitações em Abrantes. É necessário encontrar uma solução, seja através de uma nova travessia ou da reabilitação da ponte, que permita a passagem de pesados e o tráfego nos dois sentidos”, reivindicaram os autarcas.

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