De 9 a 12 de junho, Constância recebe as XXI Pomonas Camonianas, um evento cultural que pretende homenagear Camões, a época em que o épico viveu, e a sua ligação à vila de Constância.
Todos os anos pelo 10 de junho, Dia de Camões, de Portugal e das Comunidades Portuguesas, Constância celebra Camões e a sua relação com o poeta, realizando as Pomonas Camonianas, uma exposição venda das flores e dos frutos referidos por Camões na sua obra (mercado quinhentista), evocando os tempos em que ali terá vivido.
São protagonistas os alunos dos estabelecimentos de ensino do concelho, dos jardins-de-infância à escola secundária, que, com a colaboração dos seus professores, dos pais e encarregados de educação, das animadoras e do pessoal não docente, representam figuras da época, animam o mercado, declamam poesia e apresentam danças quinhentistas, numa manifestação festiva de apropriação coletiva da memória de Camões.
Paralelamente ao mercado quinhentista, integram o programa das Pomonas Camonianas, o espetáculo de teatro Lear, pelo Fatias de Cá, uma prova de orientação noturna, a Feira de Antiguidades e Velharias, o Concurso de Pintura ao Ar Livre, o V Festival Hípico, a cerimónia de deposição de coroas de flores, o Declamões, a exposição de fotografia Retratos da Festa, a apresentação do livro Camões Contado às Crianças Adultas, o Fadoando (com Ana Lains, Mafalda Arnaut e Maria Ana Bobone), a taberna quinhentista e muita animação d’época.
Constância tem com Camões uma muito antiga e enraizada relação de afeto, fundada na plurissecular tradição de que o épico terá vivido na vila durante algum tempo, ali tendo escrito parte da sua produção poética. Sobre as ruínas que o povo aponta como tendo sido as da casa que o acolheu, foi erguida a Casa Memória de Camões que visa perpetuar a memória do poeta em Constância e transformar-se, a prazo, num Centro de Estudos Camonianos.
Em Constância, evocam igualmente o poeta o Monumento a Camões, do mestre Lagoa Henriques, e o Jardim-Horto Camoniano, desenhado pelo arquiteto Gonçalo Ribeiro Teles, que apresenta a maior parte das plantas referidas por Camões na sua obra e é considerado um dos mais vivos e singulares monumentos erguidos no mundo a um poeta.
