Peitos de frango no forno. Foto: DR

Diz-se dos animais de talho, bovinos e equídeos, cujos músculos peitorais, compridos, de cor escura, proporcionam bife desde que a carne seja desembaraçada das peles fibrosas e batidos levemente.

No que tange à carne de vaca, normalmente, é cozida ou estufada.   Agora, nesta época de galopante inflação as carnes estão a subir de preço, daí ninguém se pode dar ao luxo (alguns podem) de ser esquisito na escolha das partes mais nobres das vitelas e das vacas, resta confiarmos no engenho das Mestras cozinheiras para apaziguarmos saudades de receitas sápidas que continuam a rugir na nossa memória.

Peito de rola, peito perfeito, peito erecto, pómulos rubicundos, peitos de garça, existem, porém são de curta duração sendo substituídos pelos peitos descaídos. O tempo, esse grande escultor, escreveu a notável Marguerite Yourcenar, é o culpado da decadência peitoral. Façam musculação!

Armando Fernandes é um gastrónomo dedicado, estudioso das raízes culturais do que chega à nossa mesa. Já publicou vários livros sobre o tema e o seu "À Mesa em Mação", editado em 2014, ganhou o Prémio Internacional de Literatura Gastronómica ("Prix de la Littérature Gastronomique"), atribuído em Paris.
Escreve no mediotejo.net aos domingos

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