Pedro Rosa, um homem de raízes fortes e olhar no futuro do Sardoal. Foto: Paulo Sousa

Professor de Educação Visual e Tecnologia, casado e pai de dois filhos, Pedro Rosa chega à liderança do município com a promessa de combinar continuidade e inovação. Entre prioridades do mandato, estão a habitação e o desenvolvimento económico, mantendo sempre a proximidade com os cidadãos e um olhar atento ao património, à cultura e à qualidade de vida.

No dia 12 de outubro, o PSD venceu as eleições autárquicas em Sardoal com 47,78% dos votos, garantindo a presidência da Câmara Municipal. Pedro Rosa, cabeça de lista social-democrata, obteve 107 votos a mais do que o candidato do PS, Pedro Duque, numas eleições muito disputadas mas que acabaram por dar a vitória ao PSD e um aumento da votação relativamente a 2021, ano em que o PSD venceu por mais 63 votos, dando a Miguel Borges a possibilidade de presidir ao município em três mandatos consecutivos.

Pedro Rosa, um homem de raízes fortes e olhar no futuro do Sardoal. Foto: Paulo Sousa

O lema da campanha de Pedro Rosa, “Próximo de Si!”, que parte para o seu primeiro mandato, refletiu-se numa estratégia centrada na proximidade com os cidadãos, trabalho transparente e atenção às necessidades locais. A vitória foi especialmente significativa na freguesia de Santiago de Montalegre, terra natal de Pedro Rosa, onde a abstenção foi muito baixa e os votos refletiram a confiança na trajetória pessoal e política do candidato.

Segundo Rosa, o aumento da diferença de votos em relação às eleições anteriores evidencia não só a confiança na equipa do PSD, mas também a valorização do programa eleitoral, que alia continuidade e inovação.

A tomada de posse está agendada para segunda-feira, às 21h00, no Centro Cultural de Sardoal.

Pedro Rosa, um homem de raízes fortes e olhar no futuro do Sardoal. Foto: Paulo Sousa

Pedro Rosa, 48 anos, natural de Santiago de Montalegre, é o novo presidente da Câmara de Sardoal. Casado há 25 anos, natural de Alcaravela, é pai de dois filhos, de 22 e 10 anos. Professor de Educação Visual e Tecnologia, Pedro Rosa mantém uma ligação profunda à terra natal, onde sempre viveu e onde regressava diariamente, mesmo quando a carreira profissional o levou a dar aulas em diversas regiões do país.

De origens humildes, cresceu numa família de valores sólidos. A mãe, doméstica e trabalhadora do campo, foi uma referência de amor, educação e ética de trabalho; o pai, que emigrou para a Suíça, manteve-se próximo através de cartas e telefonemas, retornando apenas nos últimos anos de vida, já doente. Desde cedo Pedro Rosa aprendeu a equilibrar estudo e trabalho, com múltiplos biscates, fosse na serração, oficinas e nos trabalhos agrícolas, enquanto se dedicava com sucesso aos estudos.

Autodidata em pintura, premiado desde criança, e apaixonado por desporto motorizado e fotografia desportiva, Pedro Rosa sempre valorizou o contacto com a natureza, preferindo férias no campo e na montanha à praia, embora também mergulhe. Apesar das viagens constantes a trabalho, a sua vida girava sempre em torno do Sardoal, da família, da horta familiar e da comunidade. É conhecido pelo seu envolvimento associativo e pelo compromisso com a educação e juventude locais.

Pedro Rosa, um homem de raízes fortes e olhar no futuro do Sardoal. Foto: Paulo Sousa

A entrada na política aconteceu por convite de João Dias, antigo presidente da junta de Santiago de Montalegre. Desde então, percorreu cargos na freguesia, associações e na Câmara Municipal, onde foi vereador em dois mandatos e chefe de gabinete do presidente cessante, Miguel Borges. A sua eleição como presidente da Câmara marca a consolidação de uma trajetória de proximidade com a população, dedicação ao concelho e compromisso com o futuro do Sardoal, sempre guiado pelo lema: “Próximo de Si!”.

Pedro Rosa é descrito por quem o conhece como uma pessoa de princípios firmes, atento às necessidades da comunidade e capaz de conciliar tradição e inovação. Para ele, a política é sobretudo um serviço às pessoas, e não um fim em si mesma.

Pedro Rosa, um homem de raízes fortes e olhar no futuro do Sardoal. Foto: mediotejo.net

Desde a noite eleitoral e durante as semanas que antecedem a tomada de posse, já teve tempo para se preparar mentalmente para assumir o cargo, assim como a sua família e equipa?

Estes últimos dias têm sido fundamentais para me organizar. É claro que já me sentia preparado, caso contrário não me teria candidatado, mas esta fase serve para arrumar a casa: avaliar o que ficou pendente, preparar o acompanhamento dos projetos em curso e definir a estrutura do novo executivo, incluindo pelouros e competências de cada membro. A gestão autárquica é contínua, não termina com projetos isolados, e é isso que estou a preparar agora, garantindo uma transição sólida.

O PSD venceu com uma diferença maior do que há 4 anos. Como interpreta estes resultados?

Sabia que seria uma disputa voto a voto, sobretudo num território pequeno, onde conhecemos quase todos os eleitores pelo nome. Nunca dei nada como certo, pois reconheço o valor dos outros candidatos. Quando os resultados começaram a chegar, percebi que tínhamos bons desempenhos em mesas historicamente mais difíceis, e aí surgiu uma esperança consistente. A campanha foi honesta, direta e transparente, e acredito que as pessoas reconheceram esse mérito. Esta vitória não é apenas minha, é de toda a equipa e da confiança que nos foi depositada pelos sardoalenses.

O segredo da vitória foi mais pelas pessoas ou pelos projetos?

Gostaria de acreditar que foi principalmente pelos projetos. É verdade que a nossa presença e relação com as pessoas ao longo dos anos ajudou, mas confio que o programa eleitoral teve peso na decisão. O objetivo agora é honrar essa confiança e que, daqui a quatro anos, as pessoas possam avaliar o nosso trabalho pelos resultados concretos.

Pedro Rosa, um homem de raízes fortes e olhar no futuro do Sardoal. Foto: mediotejo.net

Santiago de Montalegre teve uma votação expressiva no seu partido. Como se sentiu?

Fico honrado e emocionado. Santiago de Montalegre é a minha terra, com abstenção muito baixa. Sinto que a confiança não vem só por ser um filho da terra, mas pelo trabalho que desenvolvi ao longo da vida, pelas relações com as pessoas e associações. É um reconhecimento muito pessoal, que me honra profundamente.

Na noite da vitória chorou. Em quem pensou ou dedicou esse momento?

Foi um momento de reflexão sobre toda a minha trajetória. Somos resultado das influências e das pessoas com quem nos relacionamos. Pensei na minha família, nos amigos, nos mentores que me ajudaram a chegar aqui. É a soma dessas experiências que constrói quem somos e nos permite alcançar objetivos.

O que significa para si ser presidente da Câmara e para o futuro do concelho?

É uma grande honra e uma responsabilidade enorme. Para mim, representa também um voto de esperança da comunidade no futuro do concelho. O Sardoal tem potencial para se afirmar, atrair pessoas e investimentos, e mostrar o seu valor perante o Médio Tejo. O desafio é criar condições para fixar população, apoiar empresas e assegurar habitação digna para todos.

Vai haver mudanças na gestão ou será mais uma continuidade?

O que está bem, manteremos; o que pode ser melhorado, vamos aprimorar. A proximidade com as pessoas será central, ouvindo os seus problemas e necessidades. A prioridade será a habitação, mas também o desenvolvimento económico e o apoio às empresas locais. Queremos um Sardoal mais atrativo para viver, investir e trabalhar, mantendo sempre a qualidade de vida e o património que nos distingue.

Tem uma visão de médio e longo prazo para o concelho?

Sim, muitos projetos exigem horizontes mais longos, como investimentos na floresta, educação e mobilidade. O importante é semear agora para que se tornem realidade, equilibrando metas de curto prazo com estratégias estruturantes que beneficiarão futuras gerações.

A barragem da Lapa pode ser um motor de desenvolvimento?

Tem grande potencial, especialmente para lazer e desporto, mas ainda depende da gestão das Águas de Lisboa e Vale do Tejo. Vamos continuar a acompanhar e exigir respostas sobre o destino deste recurso, que pode ser uma mais-valia para o concelho.

Já definiu os pelouros que vai assumir?

Ainda não, mas assumirei aqueles ligados à gestão corrente e à proximidade com as pessoas, como ação social e recursos humanos, garantindo continuidade e atenção às necessidades dos cidadãos.

Este cargo é um sonho ou uma missão de vida?

Nunca encarei a política como um sonho pessoal ou uma missão de vida. Chegou num momento em que senti que podia dar mais à minha comunidade e retribuir a confiança que sempre me depositaram. Não foi um objetivo construído ao longo dos anos, mas uma decisão tomada com responsabilidade e consciência de que tinha as condições, humanas e profissionais, para assumir este compromisso com os sardoalenses.

Como começou a sua carreira política?

A minha trajetória política começou quando o Ti João Dias, então presidente da junta de Santiago de Montalegre, me convidou a integrar a lista da freguesia. Foi um convite que aceitei com naturalidade, porque sempre senti que o meu papel era estar ao serviço das pessoas. Ser professor ensinou-me a importância de me relacionar com os outros e de contribuir para a felicidade e o sucesso de quem me rodeia. Ao longo dos anos, esse compromisso com a comunidade guiou toda a minha atuação política, desde o trabalho nas associações locais até aos cargos na Câmara Municipal.

Pedro Rosa, um homem de raízes fortes e olhar no futuro do Sardoal. Foto: Paulo Sousa

Para terminar, vamos ao brinde. A quem quer brindar?

Brindo aos sardoalenses. Eles estão de parabéns pela consciência cívica e pela participação democrática. É a eles que brindo, acima de tudo.

Pedro Rosa, um homem de raízes fortes e olhar no futuro do Sardoal. Foto: mediotejo.net

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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