Os responsáveis das bibliotecas do Médio Tejo fazem recomendações de leitura no nosso jornal todas as semanas. “A contadora de histórias”, de Jodi Picoult, é a sugestão hoje apresentada por Dulce Figueiredo, da Biblioteca Municipal de Sardoal. Passe pela Biblioteca… e boas leituras!
O que têm em comum Sage Singer, uma jovem padeira de profissão, Josef Weber, um idoso que todos estimam pelo muito que deu à comunidade ao longo dos anos, a silenciosa Minka, de quem pouco se sabe, a inocente Ania e o desconhecido Aleks? De início, aparentemente nada e depois, mediante o desenrolar da meada, muito. Um alerta: “Dentro de cada um de nós existe um monstro; dentro de cada um de nós existe um santo. A verdadeira questão é qual deles alimentamos melhor, qual deles destruirá o outro.” Sim, porque nesta história há monstros…
Um livro que conta e interliga várias histórias de vida, vidas marcadas por acontecimentos dolorosos, dilemas e desafios, separadas pelo tempo e algo mais. Um romance bem escrito, fruto de enorme pesquisa e de um trabalho sério em torno de temas complexos e controversos, que nos coloca entre diferentes tempos, personagens e contextos, mas todos impelem o leitor a seguir o fio da meada para saber mais. (o mesmo sucede a vários personagens…)
“Verifico que partilhar o passado com uma pessoa é diferente de revivê-lo quando se está sozinho. É sentido menos como uma ferida e mais como uma cataplasma”.
Um romance sobre a natureza humana e até onde somos capazes de ir pelos que amamos e para sobreviver. Uma história de sobreviventes, cada um à sua maneira e às circunstâncias de vida que os marcaram. Um romance que nos coloca indiretamente a questão: e se fosse comigo? Seriamos capazes de perdoar? De matar?
“Mas perdoar não é algo que se faz por alguém. É algo que fazemos por nós próprios. É dizer: não és suficiente importante para teres esse poder sobre mim. É dizer: Não me deixes preso ao passado, eu mereço um futuro”.
Veja esta e outras obras no catálogo da Biblioteca Municipal de Sardoal.

