Parque de Campismo de Ortiga, concelho de Mação. Foto: CMM

O Parque de Campismo de Ortiga vai manter, pelo menos até às próximas eleições autárquicas, o mesmo modelo de gestão. A Assembleia Municipal aprovou um protocolo que assenta numa gestão partilhada entre a junta de freguesia de Ortiga e a Câmara de Mação, e que permite ter o parque a funcionar a 100%, durante todo o ano.

A Assembleia Municipal de Mação aprovou no dia 19 de fevereiro, por unanimidade, este acordo de execução com a Junta de Freguesia de Ortiga, referente ao Parque de Campismo ali instalado.

No dia 1 de julho de 2024, o Parque de Campismo de Ortiga reabriu as portas e entrou em funcionamento para que os campistas pudessem usufruir daquele equipamento durante o verão passado. E assim se vai manter, explicou o vereador da Câmara de Mação, Vasco Marques (PSD).

“Tendo em conta o histórico e a proximidade da data das eleições autárquicas” foi proposto e aprovado que “se mantenha a atual gestão, que tem funcionado de uma forma tranquila e tem permitido que o Parque continue aberto, até essas eleições. Para que não se perca o público, o histórico que temos, a boa imagem que foi criada ao longo dos anos. Após essas eleições, a quem estiver nestes órgãos, competirá decidir se pretende manter este tipo de gestão ou se pretende apostar noutro tipo, nomeadamente fazer um concurso” público para concessão de exploração do equipamento, disse o vereador.

ÁUDIO | VEREADOR DA CÂMARA MUNICIPAL DE MAÇÃO, VASCO MARQUES

Ultrapassado um litígio com o anterior concessionário, que levou ao fecho de portas do Parque, não aceitando novos utentes além dos que tinham contratos de longa duração, a autarquia lançou um concurso em 2024 para encontrar nova concessão para a época balnear.

No entanto, o concurso ficou deserto, deixando nas mãos do município a procura por um novo modelo viável e sustentável para manter o Parque de Campismo aberto e a funcionar a 100%, e que passou por uma parceria de gestão partilhada com a junta de freguesia de Ortiga e a Câmara de Mação. O protocolo foi aprovado por unanimidade na Assembleia Municipal realizada no dia 20 de junho do ano passado.

Assembleia Municipal de Mação. Créditos: mediotejo.net

Com capacidade para cerca de 400 pessoas, em zona de tendas, e um espaço para autocaravanas, das quais 12 mantêm-se no parque em regime permanente, o parque de campismo de Ortiga é “pequeno para tanta procura”, nomeadamente na época alta, sendo o grande desafio conferir atratividade ao equipamento para uma dinâmica contínua ao longo de todo o ano, para atrair mais turistas e gerar sustentabilidade, declarou Vasco Marques, noutra ocasião, ao nosso jornal.

Foto: Joaquim Diogo / CM Mação

O Parque de Campismo dispõe de várias facilidades para os seus utentes, como Wi-Fi gratuito, zona para tendas e caravanas que proporcionam sombra para cerca de 42 alvéolos e ligação elétrica. Tem Teepees, blocos sanitários adaptados para pessoas com mobilidade reduzida e água quente gratuita, sala de convívio equipada, minibiblioteca, televisão, máquina de lavar roupa, lava-loiças com água quente gratuita, grelhadores comuns, estacionamento gratuito, restaurante e bar a cerca de 200 metros, no exterior.

Situa-se junto ao apeadeiro ferroviário da Barragem de Belver (linha da Beira Baixa) e da Praia Fluvial de Ortiga que proporciona facilidades para o desenvolvimento de atividades em grupo ou individuais, em contacto direto com a natureza.

O Parque, equipamento que é propriedade municipal, encerrou portas após uma primeira tentativa de concessão a privados que não correspondeu às expetativas da autarquia, nem dos utilizadores, situação que acabou em litígio, mas que foi entretanto ultrapassado.

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A sua formação é jurídica e a sua paixão é História mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 à cidade natal; Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.

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