A demora do município de Ourém em devolver a propriedade de um terreno de 459,78 m2 junto à Praceta de Santo António, em Fátima, ao Santuário de Fátima fez com que este avançasse com um processo de execução contra a Câmara Municipal. O valor do processo era de dois milhões de euros, mas terá estado em causa apenas uma multa de 51 mil euros por incumprimento de sentença, explicou aos jornalistas o presidente da Câmara de Ourém, Luís Albuquerque: 25 mil ao Santuário de Fátima e o restante devido ao Estado. A instituição religiosa, face à resolução da disputa, perdoou o valor ao município.
O tópico foi à reunião camarária de segunda-feira, 21 de maio, e abordado com os jornalistas numa reunião informal na terça-feira. O município terá negociado diretamente com o Reitor do Santuário, tendo este acabado por prescindir do valor da multa com a desativação do quiosque municipal previsto para 15 de junho. Segundo o presidente, o dinheiro poupado permitirá indemnizar a concessionária do quiosque.
O caso da propriedade de terrenos em Fátima que eram disputados pelo município e pelo Santuário desde 2011 chega assim ao fim, com a instituição religiosa a ver comprovado judicialmente o seu património.
