O presidente do grupo parlamentar do PSD, Adão Silva, esteve em Fátima esta quinta-feira, 15 de outubro, juntamente com os deputados do círculo de Santarém para ouvir empresários ligados ao turismo e o próprio Santuário de Fátima sobre o impacto da pandemia na cidade religiosa. Segundo o deputado João Moura (PSD), que também é presidente da Assembleia Municipal de Ourém, a situação atual é “dramática”, uma vez que o turismo local “colapsou”.
A situação de Fátima vai ser discutida na sexta-feira, 16 de outubro, na Assembleia da República e o PSD, que promoveu o debate, e esteve hoje a ouvir o núcleo empresarial fatimense.
A cidade, defendeu João Moura após a reunião, vive uma “situação dramática” em resultado de possuir condições específicas, que não existem noutras zonas do país, como o Algarve. Considera, inclusive, que a situação da cidade religiosa é mais grave que no todo nacional.
“Em Fátima deixaram de existir aqueles que alimentavam o turismo de Fátima”, referiu. Conforme constatou, o sul ainda beneficiou com o turismo interno. Mas Fátima, em resultados dos casos Covid-19 e das restrições impostas na peregrinação de outubro, ficou vazia dos turistas que moviam efetivamente o turismo local, ou seja, que comiam, dormiam e consumiam: os grupos, em particular estrangeiros.
Por outro lado, os negócios hoteleiros locais são essencialmente de empresas familiares, muitas das quais não chegaram sequer a abrir este ano (o confinamento surgiu quando se preparava a época alta). “O país baixou muito os níveis de turistas”, referiu, “mas em Fátima colapsou”, com uma diminuição na ocupação hoteleira na ordem dos 90%.
Esta quase paragem da atividade económica não afeta só Ourém, mas também os concelhos em redor, uma vez que Fátima dá muito emprego às freguesias adjacentes, dos concelhos de Leiria, Alcanena, Batalha ou Porto de Mós. Além disso, frisou, “Fátima é o grande alavanque do turismo da região centro”.
Será este cenário que o PSD tentará explicar na sexta-feira à Assembleia da República, defendendo que Fátima “merece uma atenção especial”, ao nível dos incentivos fiscais e apoios às empresas. O objetivo é que as empresas consigam aguentar-se sem despedir funcionários. Neste sentido, questões como o prolongamento no tempo das moratórias ou garantir o funcionamento das rotas aéreas com certos países chave (Coreia do Sul, Brasil, EUA, Itália ou Espanha) são essenciais.
“Este 13 de outubro foi dramático para Fátima”, salientou.
Já Adão Silva manifestou a sua preocupação com o tecido empresarial fatimense, apelando ao debate “construtivo” e esperando que o Governo encontre soluções.
