A Câmara de Ourém vai investir cerca de 450 mil euros na requalificação da Estrada Nacional (EN) n.º 356 para diminuir a perigosidade da via, anunciou o presidente Paulo Fonseca (PS).

Segundo explicou Paulo Fonseca num encontro com os jornalistas, o município de Ourém mantinha uma “quezília histórica” em tribunal com a Infraestruturas de Portugal (IP), tendo o tribunal dado razão primeiro à IP, depois à autarquia de Ourém, no distrito de Santarém, e, “no último recurso, deu razão à IP, sentenciando que a estrada é propriedade da Câmara”.

Nesse sentido, a autarquia já lançou um concurso público para a requalificação desta estrada, que liga Ourém à Freixianda.

“Já tinha anunciado a nossa preocupação profunda quanto ao estado daquela via, nomeadamente a sua perigosidade para com pessoas e viaturas. Tínhamos feito um projeto para intervenção para melhorar as condições de perigosidade e até foi lançado antes da sentença do tribunal”, referiu Paulo Fonseca.

O autarca adiantou que a via “tem muitas silvas e similares, que tapam os sinais de trânsito”, o que será reparado, assim como serão substituídas algumas lombas por semáforos “como forma de levar as viaturas a reduzir a velocidade”.

A obra deverá arrancar dentro de dois meses.

Quando o tribunal decidiu imputar a responsabilidade da estrada ao município de Ourém, o mediotejo.net falou a respeito com o presidente da junta de freguesia de Freixianda, Fárrio e Formigais, Rui Vital, a freguesia mais a norte do concelho e a mais afetada pelo estado de degradação da via. “Nós, Freixianda, estamos muito isolados devido ao mau estado da 356. Nós temos grande dificuldade em chegar a outros pontos, como por exemplo ao IC9, à sede do concelho de Ourém, e também torna-se muito complicado captar algumas empresas para o norte do concelho, porque quanto mais difícil têm o acesso mais difícil se torna a deslocação delas”, explicou na ocasião.

Para Rui Vital seria importante construir um passeio em toda a 356, para facilitar o caminho dos peregrinos, e algumas zonas de aceleramento, mais largas.

c/LUSA

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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