Foto: Liga RM Ortiga

A população da freguesia de Ortiga, em Mação, voltou este ano ao “enfeitar das fontes” no 1 de Maio, dando continuidade a uma tradição centenária que esteve em vias de se perder. Na manhã desta quinta-feira, a Liga de Melhoramentos e a Junta de Freguesia de Ortiga promoveram um passeio pelo caminho da fontes enfeitadas, com cerca de oito km, seguido de convívio.

A tradição hoje já não se faz exclusivamente com os vasos namoradeiros mas sim com desenhos no chão e com o enfeitar das fontes com motivos alusivos à história da Ortiga. Todos os anos, na noite de quarta-feira para quinta-feira, de 30 de abril para 1 de maio, a população une-se e enfeita as fontes da localidade.

Na Fonte mais velha de Ortiga, as pessoas ainda enfeitam com vasos. Difícil dizer é quando começou esta tradição, que se prolongou até aos dias de hoje por via da tradição oral.

Todas as fontes são enfeitadas, da Estação ao Monte Novo passando pela Fonte Velha, que data de 1639 e onde tudo começou. Diz-se que foram os rapazes que começaram a tradição indo na véspera do 1 de maio buscar os vasos das casas das raparigas de quem gostavam.

Quando, de manhã, as raparigas iam à fonte buscar água lá estavam os seus vasos e os rapazes aproveitavam para “meter conversa”! Estendeu-se, depois, às outras fontes, 9 no total. Palco de namoros e casamentos, a tradição e as fontes continuam vivas em Ortiga, estando no dia 1 de maio especialmente bonitas.

A população de Ortiga aproveita o dia 1 de maio para se reunir em família e com amigos e realizarem um passeio pelas fontes enfeitadas. Esta quinta-feira, a Liga de Ortiga e a Junta de Freguesia de Ortiga uniram-se para celebrar os respetivos aniversários (96ª e 97º) e darem a conhecer uma das grandes tradições de Ortiga: o ‘Enfeitar das Fontes’!

Fotos: Liga Regional de Melhoramentos de Ortiga

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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