Foto: mediotejo.net

O Museu Municipal de Vila de Rei disponibiliza aos visitantes a linguagem ColorADD, um sistema de identificação para daltónicos que facilita a visita a pessoas com esta deficiência visual.

“A autarquia vilarregense tem a missão de trabalhar em prol de um turismo mais inclusivo, dando oportunidade a que todas as pessoas possam usufruir, de igual forma, das nossas potencialidades turísticas e culturais”, referiu, em comunicado, a vereadora responsável pelo pelouro da cultura no município de Vila de Rei, Rosa Martins.

O ColorADD é uma linguagem universal, transversal e inclusiva, desenvolvida com base nas três cores primárias mais o branco e o preto, representadas através de símbolos gráficos que, conjugados segundo o conceito de adição de cores, permite ao daltónico identificar toda a paleta de cores sempre que a cor é um fator de identificação, orientação ou escolha.

Este sistema de identificação para daltónicos está implementado em vários países de forma transversal e em diversos setores de atividade social e económico: transportes, vestuário, saúde e hospitais, cidades e espaços públicos, ambiente, material didático e jogos, educação, entre outros.

Rosa Martins salientou ainda que, depois de o município de Vila de Rei disponibilizar cadeiras anfíbias em todas as praias fluviais e complexo de piscinas e de hastear bandeiras com a insígnia ColorADD nestes espaços, “disponibilizamos agora a planta com esta linguagem de forma a facilitar a visita a pessoas que sofram desta patologia”.

Uma em cada 10 crianças é daltónica, não vendo as cores como as demais, situação que pode influir na aprendizagem, no abandono escolar precoce e induzir comportamentos de exclusão social e de bullying. Nesse sentido, a CIM Médio Tejo colocou no terreno o projeto “ColorADD Social” nas escolas da região, relacionado com o daltonismo, centrado em crianças do terceiro ano de escolaridade, e que vai passar por cerca de 80 escolas dos 13 concelhos do Médio Tejo abrangendo cerca de duas mil crianças.

O daltonismo é a incapacidade ou diminuição da capacidade de ver a cor ou perceber as diferenças de cor em condições normais de iluminação, que afeta cerca de 10% da população masculina e 5% da população feminina.

Trata-se de uma limitação não visível, incurável, transmitida hereditariamente e que afeta cerca de 350 milhões de pessoas em todo o mundo.

c/LUSA

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A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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