Foto: ALTERNATIVAcom

“Temos hoje uma sensação reforçada de que estamos a fazer bem à democracia local, sendo uma oposição atenta, competente e que tem alertado e proposto soluções que têm tido o já referido impacto positivo na vida das pessoas”, refere Vasco Damas, líder do movimento criado em 2019 e que veio a concorrer às eleições autárquicas de 2021 enquanto “alternativa autárquica independente”, num caminho preparado e traçado ao longo de dois anos.

Hoje, Vasco Damas assume que o movimento conquistou o seu espaço e consegue que a sua voz seja ouvida e a sua presença notada, havendo confiança por parte do eleitorado abrantino na procura de soluções para a governação do concelho.

Vasco Damas, líder do Movimento ALTERNATIVAcom. Créditos: DR

“O sentimento é o de um dever que se vai cumprindo a cada dia que passa. Sentimento esse que sai reforçado por todos aqueles que tiveram a oportunidade de visualizar o vídeo que resume os 3 anos do nosso trabalho. Muito foi feito, muito continuamos a fazer, mas muito mais há ainda por fazer”, refere o líder do ALTERNATIVAcom.

Fazendo referência ao Fórum Democrático que pretendeu assinalar os três anos de existência do movimento e dar voz aos membros do mesmo, Vasco Damas refere ter sido dado ênfase a um dos pilares que originaram a criação do ALTERNATIVAcom: a pluralidade. E daí ter sido feito convite a todas as forças políticas do concelho para estarem presentes na iniciativa.

“Defendemos a pluralidade e acreditamos que é do debate de opiniões divergentes que se constroem soluções convergentes. Com a realização do 1º Fórum Democrático, pudemos perceber que a democracia vai para lá das eleições, dos votos e dos partidos, e que ela não existe sem oposição, tendo a ousadia de irmos mais além, afirmando que é a força das oposições que melhora a qualidade de quem está no poder”, salienta Vasco Damas.

Intervenção final de Vasco Damas, líder do movimento ALTERNATIVAcom, em conclusão do I Fórum Democrático, na comemoração dos três anos de existência.

Sublinha o líder do movimento que se pôde “confirmar que a democracia precisa de participação cívica e que ela existirá quando recuperarmos a confiança nas instituições e nas organizações. Confirmámos que essa confiança se constrói com debate, com respeito pelas regras definidas, com justiça, com igualdade e com evidências”.

“Ficou claro que valorizamos as opiniões individuais, que defendemos a pluralidade e que essa construção tem de ser realizada com todas as forças políticas para se apresentarem propostas que tenham impacto positivo na vida das pessoas e que contribuam para deixar um mundo melhor. Mas para que isto seja uma realidade, temos de nos ouvir uns aos outros com humildade e tolerância”, defende.

Foto: ALTERNATIVAcom

Vasco Damas menciona ainda a existência de “temas fraturantes que não podemos ignorar em defesa de uma democracia que enfrenta perigos que pode colocar em causa direitos adquiridos, mas que podem, no curto prazo, deixar de estar garantidos, porque a democracia é aquilo que fazemos dela, isto é, ou participamos ou não participamos, e quando não participamos, corremos o risco de que outros decidam por nós”.

O vereador de oposição na Câmara Municipal de Abrantes afirma ainda que a participação e o debate, “pedra de toque e transversal à maioria das intervenções” do I Fórum Democrático, com valorização das opiniões “choca de frente com a realidade, e temo atravessarmos uma fase onde não devemos ter opinião, e se tivermos a ousadia de a termos, não podermos ter razão”.

“Mas eu insisto, a participação e debate são cruciais para termos mais e melhor democracia. E esta realidade só se alcança com a presença de pessoas que representem vários pensares, diferentes ideologias, onde se valorize essa diferença e onde apenas seja proibido proibir”, argumenta, relevando o facto de terem sido convidados a participar na discussão “todos os partidos e todos os movimentos independentes existentes no nosso concelho”.

Foto: ALTERNATIVAcom

Ainda assim, o vereador não deixa de lamentar a ausência e silêncio do Partido Socialista, “que está no poder local há várias décadas”.

“Não me refiro à ausência física, porque essa é uma liberdade que todos sempre teremos. Refiro-me à ausência de resposta, condição básica para uma saudável e normal convivência entre todas as forças políticas”, nota.

Por fim, Vasco Damas deixa o compromisso de o ALTERNATIVAcom continuar a trabalhar “com a mesma disponibilidade para ajudarmos a encontrar as melhores soluções, porque cada um dá aquilo que tem para dar e a verdadeira essência observa-se nos mais ínfimos pormenores”.

Quanto a uma das grandes conquistas deste caminho traçado pelo movimento independente, o eleito destaca o facto de se ter “estimulado um debate que era quase inexistente antes do nosso aparecimento. É esse o conforto de quem tem dado aquilo que tem para dar. Focado no nosso trabalho, nas nossas ideias e nas nossas propostas”.

“Sem falsas modéstias, acreditamos que conquistámos o nosso espaço por direito próprio. Colocando, sempre, os interesses coletivos à frente dos interesses individuais. É por isso que afirmamos que Abrantes tem Alternativa”, conclui Vasco Damas.

O terceiro aniversário do ALTERNATIVAcom foi assinalado juntamente com o segundo aniversário da ABRANTEScom Alternativa – Associação para a Democracia e o Desenvolvimento, durante o I Fórum Democrático “Onde Vozes Diferentes se Fazem Ouvir”, em São Facundo.

A iniciativa contou com a presença do académico, investigador e consultor Luís de Sousa, bem como representantes dos movimentos independentes do concelho, nomeadamente os presidentes de junta eleitos nas freguesias de Tramagal e Rio de Moinhos, António José Carvalho (MIFT) e Rui André (MIFRM).

Parte 1 da Intervenção de Luís de Sousa. Mais vídeos do I Fórum Democrático em: https://www.youtube.com/@alternativacom7112

Formada em Jornalismo, faz da vida uma compilação de pequenos prazeres, onde não falta a escrita, a leitura, a fotografia, a música. Viciada no verbo Ir, nada supera o gozo de partir à descoberta das terras, das gentes, dos trilhos e da natureza... também por isto continua a crer no jornalismo de proximidade. Já esteve mais longe de forrar as paredes de casa com estantes de livros. Não troca a paz da consciência tranquila e a gargalhada dos seus por nada deste mundo.

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