O governo vai transferir para os 308 municípios do país os valores referentes aos juros de mora do Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI) e do Imposto Municipal sobre as Transmissões Onerosas de Imóveis (IMT), verba que não foi transferida nos últimos 12 anos.

Dos 78,6 milhões de euros devolvidos, cerca de um milhão destina-se aos 13 municípios do Médio Tejo. Nesta região, o município que recebe o valor mais elevado é Abrantes, cerca de 206 mil euros, seguido de Ourém, Tomar e Torres Novas. O que recebe menos é Vila de Rei, pouco mais de 2.300 euros.
As verbas devem dar entrada nos cofres municipais nos próximos dias.

“Entendemos que, assim como o imposto tem natureza municipal, também o juro de mora constitui receita municipal. Nesse sentido, foi determinado pelo secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, em diálogo connosco, que os 308 municípios vão passar a receber regularmente esta receita que lhes é devida”, disse à agência Lusa Eduardo Cabrita.

O governante acrescentou que os municípios vão passar a ser informados sobre IMI, IMT, o Imposto Único de Circulação (IUC) e derrama do Imposto sobre Rendimento de Pessoas Coletivas (IRC).

O tema dos impostos que revertem para os municipais foi alvo de aceso debate em Ourém pelo facto de, devido à isenção de IMI às instituições religiosas que resulta da Concordata, o município de Ourém não recebe 348 milhões de euros anualmente, valor avançado pelo presidente Paulo Fonseca numa assembleia municipal em 2013.

Entretanto, em 2016 a Autoridade Tributária (AT) enviou notificações de cobrança de Imposto Municipal sobre Imóvel a várias paróquias, o que provocou alguma celeuma no seio da igreja. Segundo a AT, apenas estão isentas as estruturas religiosas vocacionadas para o serviço social. Tudo o que sejam negócios com fins lucrativos, como por exemplo hotéis em Fátima geridos por instituições religiosas, têm que pagar aquele imposto.

 

Município Valor a receber

(em euros)

Abrantes 206.531,9
Alcanena 90.882,2
Constância 19.540,4
Entroncamento 115.620,0
Ferreira do Zêzere 38.206,8
Mação 26.149,7
Ourém 169.300,4
Sardoal 8.511,6
Sertã 17.225,9
Tomar 140.158,5
Torres Novas 136.562,8
Vila de Rei 2.321,6
V. N. da Barquinha 15.585,8

Ganhou o “bichinho” do jornalismo quando, no início dos anos 80, começou a trabalhar como compositor numa tipografia em Tomar. Caractere a caractere, manualmente ou na velha Linotype, alinhavava palavras que davam corpo a jornais e livros. Desde então e em vários projetos esteve sempre ligado ao jornalismo, paixão que lhe corre nas veias.

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