O município de Ferreira do Zêzere reforçou a segurança, conectividade e resposta a situações de emergência com a instalação do primeiro Vihu Pole com ligação Starlink em Portugal, agora em funcionamento no Largo do Carril, na freguesia de Nossa Senhora do Pranto.
A infraestrutura tecnológica foi implementada na sequência da tempestade Kristin, com o objetivo de assegurar acesso contínuo a energia, comunicações e serviços essenciais, mesmo em cenários adversos. Hoje, sábado, cerca de 20% da população dependente da MEO enfrenta falhas de telecomunicações, embora a maioria consiga aceder a outras redes, e aproximadamente 200 pessoas permanecem sem luz.
A distribuidora E-Redes prevê normalizar o fornecimento até segunda ou terça-feira, estando previstas quatro equipas a trabalhar amanhã, domingo, informou o presidente da Câmara, Bruno Gomes.
O Vihu Pole é um poste urbano inteligente e sustentável, com cobertura funcional até 150 metros, iluminação noturna de elevada eficiência, sistema de carregamento de dispositivos móveis e ligação à internet por satélite com elevada estabilidade operacional, registando apenas dois segundos de interrupção por hora.
Dotado de tecnologia anti-apagão, mantém-se operacional em falhas energéticas ou condições meteorológicas severas. As baterias de lítio garantem até 10 dias de autonomia sem exposição solar, admitem descargas até 5% e permitem a ligação simultânea de até 128 dispositivos 24 horas por dia.
A instalação é temporária, mas o município está a ponderar a aquisição de um Vihu Pole próprio no futuro próximo. A colocação do equipamento em Ferreira do Zêzere foi possível graças à demonstração de disponibilidade da empresa junto da CIM Médio Tejo, num protocolo de colaboração assinado com o município, sendo esta a primeira localidade no país a receber a tecnologia.
O equipamento foi desenvolvido e instalado por uma empresa de Santa Maria da Feira, especializada em tecnologia urbana sustentável.
O municipal, em nota pública, destacou a relevância desta solução para a proteção, conectividade e apoio à população, sobretudo em contextos de emergência, agradecendo a disponibilização e sublinhando a importância para a resiliência do território e modernização urbana.

Dezoito pessoas morreram em Portugal na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.
As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.
