A Infraestruturas de Portugal, IP esclareceu que as árvores marcadas para corte ou poda no concelho de Mação, nas estradas EN244 e EN241-1, serão alvo de avaliação quanto ao seu estado fitossanitário e potencial risco para a segurança rodoviária, para posterior intervenção específica de poda ou abate nos sobreiros e azinheiras (espécies protegidas), que carecerá de autorização do ICNF. Mais informa a IP que está a ser desenvolvido um Plano de Plantações de Árvores “a articular com o Município de Mação”, sendo indicado como uma “medida de compensação” pela ação.
Recorde-se que o tema surgiu após terem sido marcadas nos últimos dias inúmeras árvores com uma linha branca ao longo das estradas EN244 e EN241-1, desde o nó da A23 em Mação até Proença, passando pelas localidades de Pereiro, Chão de Lopes, Cabo, Maxieira, e os demais. As duas estradas em causa são da alçada da Infraestruturas de Portugal, IP, que procede à segunda intervenção naquela faixa, depois de já ter retirado 30 pinheiros e 3 três eucaliptos centenários que sobreviveram a três incêndios nas últimas décadas. A população e a autarquia repugnam a ação e há uma onda de indignação nas redes sociais.
O mediotejo.net contactou a Infraestruturas de Portugal pedindo esclarecimentos sobre o processo, tendo sido enviado comunicado nesta quinta-feira, dia 16 de janeiro, referindo que as árvores foram marcadas “para serem sujeitas a avaliação, quer do seu estado fitossanitário, quer do potencial risco para a segurança rodoviária, tendo em consideração a sua proximidade à estrada”.
Mais informa a IP que mediante a avaliação, “será elaborado um Plano definindo a intervenção específica, adequada e necessária executar em cada uma das árvores inspecionadas”, sendo que são promovidos “trabalhos de poda e de abate de árvores, independentemente da espécie, em toda a rede de estradas sob sua responsabilidade”.
Quanto ao caso em concreto, ao longo das estradas EN244 e EN241-1, esclarece que “tratando-se de espécies protegidas, uma eventual realização de trabalhos de poda ou abate carecerá da devida autorização prévia pelo ICNF”.
Já contextualizando este tipo de intervenções, é explicado que são “definidas após uma avaliação prévia ao seu estado fitossanitário e ao nível de risco que possa vir a representar para a circulação rodoviária e segurança de pessoas e bens”.
A Infraestruturas de Portugal termina, referindo que “está a ser desenvolvido um Plano de Plantações de Árvores, a articular com o Município de Mação”, sendo indicado como uma “medida de compensação”.
Recorde-se que, tal como o mediotejo.net havia noticiado, o caso levantou onda de indignação nas redes sociais junto da comunidade maçaense (e não só), e a própria Câmara Municipal de Mação vê esta intervenção como “exagerada”, não concordando com a retirada da maior parte das árvores marcadas.
