A Liga dos Combatentes, através da Direção do Núcleo de Abrantes, vai assinalar no próximo dia 10 de abril, sexta-feira, o 108.º aniversário da Batalha de La Lys e o Dia do Combatente, com uma cerimónia evocativa em Abrantes.
A iniciativa terá lugar às 11h00 na Rotunda dos Combatentes da Guerra do Ultramar, em São Lourenço, Abrantes, junto ao memorial dedicado aos militares do concelho que serviram Portugal.
De acordo com a organização, os convidados deverão concentrar-se pelas 10h40, estando o início formal da cerimónia marcado para as 11h00, com a chegada da entidade que preside ao evento.
O programa inclui a execução do Hino Nacional, a prestação de honras militares por uma força militar aos combatentes mortos ao serviço da Pátria – caso estejam reunidas as condições para tal -, bem como a deposição de uma coroa de flores junto ao memorial e a leitura da prece em homenagem aos militares falecidos.
Durante a sessão está ainda prevista, de forma eventual, a entrega de condecorações a sócios do núcleo local da Liga dos Combatentes. A cerimónia contará também com uma intervenção do presidente da direção do Núcleo de Abrantes da Liga dos Combatentes, que dirigirá uma alocução evocativa da data. O encerramento está previsto para as 11h30.
A iniciativa pretende homenagear os militares portugueses que combateram e recordar um dos episódios mais marcantes da participação de Portugal na Primeira Guerra Mundial, reforçando a memória histórica e o reconhecimento público pelo serviço prestado à Pátria.

O que foi a Batalha de La Lys
A Batalha de La Lys ocorreu a 9 de abril de 1918, durante a Primeira Guerra Mundial, na região da Flandres, no norte de França, junto ao rio Lys. Nessa altura, tropas do Corpo Expedicionário Português encontravam-se integradas nas linhas aliadas que defendiam aquele setor da frente ocidental.
Na madrugada de 9 de abril, forças do Exército Alemão lançaram uma ofensiva de grande escala contra as posições portuguesas, numa operação integrada nas ofensivas de primavera alemãs. As tropas portuguesas, que se encontravam desgastadas após longos períodos na linha da frente e com escassez de reforços, foram surpreendidas por um intenso bombardeamento de artilharia seguido de um ataque maciço de infantaria.
Apesar da forte pressão inimiga e das pesadas baixas, muitos militares portugueses resistiram e combateram em condições extremamente difíceis, protagonizando episódios de grande coragem.
A batalha resultou em milhares de mortos, feridos e prisioneiros portugueses, mas tornou-se um símbolo do sacrifício e da bravura das forças nacionais no conflito. Por esse motivo, o dia 9 de abril passou a ser assinalado em Portugal como o Dia do Combatente, em memória de todos os militares que serviram o país em tempo de guerra.
