Juvenis dos Lagartos de Sardoal sagram-se campeões da 2ª divisão distrital 2021-2022. Foto: Paulo Jorge de Sousa/CM Sardoal

A equipa de Juvenis do Grupo Desportivo e Recreativo “Os Lagartos” garantiu no domingo o 1.º lugar no Campeonato Distrital de 2.ª Divisão de futebol, num jogo disputado em Minde contra a equipa da casa, o Vitória Futebol Clube Mindense. A festa foi rija e a vitória fez justiça a uma das máximas de Sardoal: “Interioridade não é sinónimo de inferioridade”.

Num jogo que se pautou pelo nervosismo e entusiasmo dentro e fora de campo, Rodrigo Bento fez o hat-trick que deu a vitória aos “Lagartos” e que lhes permitiu trazer a Taça para casa. A festa das bancadas estendeu-se ao relvado logo após o apito final, com muitos adeptos presentes em Minde, entre eles os presidentes da Junta e da Câmara de Sardoal, e estendeu-se depois à vila sardoalense, onde a população aguardava a comitiva.

No final do jogo, o presidente da direção de Os Lagartos não escondeu a emoção pela conquista de um troféu de campeão para um concelho com cerca de 4 mil habitantes e que se debate com os problemas da desertificação e da fixação de jovens, renovando o ânimo num trabalho de uma equipa diretiva que trabalha exclusivamente com os escalões de formação.

Vasco Carola, presidente do clube, e Miguel Borges, presidente da CM Sardoal, na festa depois do jogo. Foto: Paulo Jorge de Sousa/CM Sardoal

ÁUDIO | VASCO CAROLA, PRESIDENTE DE OS LAGARTOS DE SARDOAL

O dia foi de festa em Sardoal e o treinador José Carlos, que não cortava a barba há cerca de 20 anos, cumpriu a promessa de a cortar, caso se sagrasse campeão. E cortou. Ou melhor, cortaram-na. Imagens da festa com fotos de Paulo Jorge de Sousa/CM Sardoal e Maria João Newton.  

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A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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