Para o Observatório Técnico Independente, na fase mais crítica de combate, foi "francamente notada" a falta de meios aéreos no incêndio de 2019 em Fundada, Vila de Rei. Foto: Paula Mourato/mediotejo.net

O vice-presidente da Câmara de Vila de Rei afirmou hoje que aguarda com expectativa a reação do primeiro-ministro, António Costa, ao relatório sobre o incêndio de julho de 2019, que faz críticas à falta de meios aéreos. “A Câmara de Vila de Rei andou no terreno. À data, o Governo, perante a tragédia, decidiu sacudir a água do capote para cima dos autarcas. Vamos ver agora se sacode a água do seu capote para outro”, disse à agência Lusa Paulo César Luís.

Na segunda-feira foi divulgado o relatório do Observatório Técnico Independente sobre o incêndio de Fundada, que ocorreu em julho de 2019 em Vila de Rei (Castelo Branco) e Mação (Santarém).

Para o Observatório Técnico Independente, na fase mais crítica de combate, foi “francamente notada” a falta de meios aéreos.

Os técnicos concluem que “a mobilização de meios aéreos acabou por não corresponder à fase de maior necessidade”, estimando-se que, “nas primeiras 16 horas do incêndio, a área afetada foi cerca de 65% do total da área ardida deste incêndio, que durou três dias a ficar dominado e cinco dias até ser extinto”.

“Na fase mais crítica, a falta de disponibilidade destes meios foi francamente notada”, lê-se no relatório.

À Lusa, Paulo César Luís recordou toda a polémica que se gerou associada às declarações que proferiu, bem como o seu homólogo de Mação, de que “toda a gente tinha falhado: o Estado, nós, o país”.

“O primeiro-ministro [António Costa] aproveitou para dizer que os primeiros responsáveis pela Proteção Civil eram os autarcas. Aguardo com expectativa as reações do primeiro-ministro a este relatório que vem apontar um conjunto de falhas e em lado nenhum aponta falhas aos autarcas”, concluiu.

O vice-presidente da Câmara de Vila de Rei, Paulo César Luís, afirmou hoje que aguarda com expectativa a reação do primeiro-ministro, António Costa, ao relatório sobre o incêndio de julho de 2019, que faz críticas à falta de meios aéreos. Foto: DR

Este incêndio foi considerado o maior de todos os incêndios ocorridos em 2019, teve uma área ardida estimada em 9.249 hectares (cerca de 22% da área total ardida o ano passado, que foi perto de 42.000 hectares).

Agência de Notícias de Portugal

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