Nos últimos tempos temos a assistido a um agravar das condições de diversos serviços e infraestruturas públicas e isso não acontece por acaso.
Há notícias de cada vez maiores dificuldades nos hospitais e centros de saúde, na estrutura de diversas escolas e universidades, nas infraestruturas como pontes e estradas, mas sobretudo na ferrovia. Não é por acaso que há mais descarrilamentos e muito mais supressões de comboios.
Alguns investimentos podem ser adiados por um ou dois anos, mas o desgaste não perdoa se isso se prolongar por muito mais tempo como parece que está agora a acontecer.
Para aqueles que a partir deste parágrafo dirão “este tipo não tem vergonha porque o seu governo também cortou” leiam os dados que se seguem, sem esquecer que o PSD apanhou o governo em pré-bancarrota, mas mesmo assim investiu mais na qualidade dos serviços do Estado que a atual coligação de esquerda.
Em 2011 tivemos um investimento público na ordem dos 6.139 milhões de euros; em 2012, foi de 4.158 milhões de euros; em 2013 de 3.701 milhões de euros; em 2014 de 3.446 milhões de euros; em 2015 cifrou-se em 4.045 milhões de euros; mas começou a descida em 2016 para 2.734 milhões de euros e em 2017 apenas foram gastos 3.173 milhões de euros. Ver quadro abaixo com os dados do investimento público cuja fonte é a Comissão Europeia e o INE.

Ou seja, o investimento público foi substancialmente menor nos últimos dois anos do que em qualquer dos piores anos de austeridade da Troika.
Isto é lamentável e não faz qualquer sentido sobretudo quando se optou por fazer propaganda e campanha eleitoral com as verbas do Estado.
Se o caminho alternativo era acelerar a reposição de rendimentos à custa da segurança dos portugueses e da qualidade dos serviços públicos então não restam dúvidas sobre a estupidez da opção.
Os tempos de espera nos hospitais aumentaram porque falta dinheiro para reparar equipamentos e para contratar especialistas nos hospitais. Os comboios descarrilam ou são cancelados porque se adiam investimentos nas linhas e no material circulante. As pontes são encerradas porque não têm manutenção. A proteção civil é o que sabemos e o que aconteceu. Tão grave como isto parece ser a cada vez maior falta efetivos da GNR nos concelhos da nossa região e que coloca também a causa a segurança das populações.
Este é um governo negligente com a proteção e segurança das pessoas.
