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Apesar de não ter informação oficial, José Pio diz estar “extremamente preocupado” com a possibilidade de as utentes do concelho de Gavião deixarem de estar referenciadas para a unidade de Abrantes do Centro Hospitalar do Médio Tejo (CHMT), passando para Portalegre – o que, nalguns casos, significará quase 1h a mais de viagem. Por isso, o presidente da Câmara está a desenvolver alguns contactos e diz que, a confirmar-se, esta mudança representará “um retrocesso de seis ou sete anos”.

“Para mim, a referenciação mudar de Abrantes para Portalegre é um recuo de seis ou sete anos”, depois do “tanto lutámos para que a nossa referenciação passasse para Abrantes, sobretudo a freguesia de Belver e a União de freguesias de Gavião e Atalaia. Andei durante dois anos a reunir com o Secretário de Estado da Saúde para termos referenciação a Abrantes e na altura conseguimos uma coisa que foi inédita: passámos a ter por opção. Tudo tem a ver com a distância a que estamos de Abrantes, e ao invés, o dobro da distância a que estamos de Portalegre”, frisou, explicando que a referenciação a Portalegre é apenas “melhor para a freguesia de Comenda, porque está mais perto”.

José Pio disse que esta ´”é uma preocupação extrema” que tem neste momento e indicou estar “a desenvolver contactos para perceber o que se está a passar” e o que pode ser feito “para inverter esta situação” que, em seu entender, “lesa muito a população do concelho de Gavião no que diz respeito aos cuidados de saúde”.

O edil notou a facilidade de transporte até Abrantes, pela distância e também pela maior oferta de transportes públicos do que para Portalegre.

“Não me conformarei, tentarei por todos os meios que esta referenciação volte a estar com a possibilidade de ir para Portalegre quem estiver mais perto de Portalegre, e para Abrantes quem estiver mais perto de Abrantes. Por exemplo, Belver está a 10 minutos de Abrantes e a uma hora de Portalegre, a diferença são 50 minutos, que podem fazer a diferença”, sobretudo num caso de urgência ou de trabalho de parto.

No âmbito da discussão pública da ‘Rede de Referenciação Hospitalar em Obstetrícia, Ginecologia e Neonatologia’, a Câmara Municipal de Vila de Rei foi oficialmente informada que a proposta, em consulta pública, não integra na área de abrangência do Centro Hospitalar do Médio Tejo o concelho de Vila de Rei, assim como os concelhos de Ourém (Médio Tejo), Gavião e Ponte Sor (Alto Alentejo).

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Formada em Jornalismo, faz da vida uma compilação de pequenos prazeres, onde não falta a escrita, a leitura, a fotografia, a música. Viciada no verbo Ir, nada supera o gozo de partir à descoberta das terras, das gentes, dos trilhos e da natureza... também por isto continua a crer no jornalismo de proximidade. Já esteve mais longe de forrar as paredes de casa com estantes de livros. Não troca a paz da consciência tranquila e a gargalhada dos seus por nada deste mundo.

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