Foto: mediotejo.net

No “sumário de prejuízos”, remetido à CCDR, o Município de Gavião identificou conforme solicitado pelo Governo as suas necessidades para responder às situações de danos e estragos causados pelo mau tempo, com estruturas que carecem de investimento considerável para serem solucionadas.

“Aguardamos que as candidaturas abram para se poder intervencionar os espaços mais afetados e colmatar necessidades que se impõem, dizem que abre agora no início do mês, estamos à espera”, referiu José Pio, autarca gavionense.

Na listagem constam estruturas afetas aos percursos pedestres à beira-rio. No passadiço de cerca de 160 metros do Alamal os prejuízos foram “ligeiros”, tendo sido afetados “alguns metros antes de chegar à ponte de Belver, por estar muito junto ao leito do rio, e tendo ficado descalço devido à força da água”, explicou.

A autarquia quer o passadiço reabilitado antes da próxima época balnear, considerando que será “uma verba relativamente pequena”.

“O passadiço do Alamal tem que estar pronto, estando a Câmara na disposição de suportar o custo da intervenção se necessário. É fundamental estar operacional”, indicou, afirmando que “se não tiver desenvolvimentos até maio” a autarquia avança a expensas próprias.

Mas entre os prejuízos “o mais visível” foi o muro do Quartel dos Bombeiros, “com uma derrocada muito grande e que vai necessitar de intervenção substancial”, considerando que seja “aquilo que, talvez, mais dinheiro precisa para ser intervencionado”.

No PR8 – Rota da Sirga, o mais recente percurso pedestre do concelho, ao longo do Tejo, após a Ponte de Belver, “o rio, com a força da água, descalçou os passadiços”, sendo necessário “repor” as estruturas em madeira, tendo a autarquia, com apoio dos bombeiros, segurado as partes dos passadiços na margem para não serem arrastadas pelo rio.

O autarca destacou o trabalho de articulação no sentido de precaver para o futuro, “para que as coisas corram o melhor possível quando tivermos de fazer a reabilitação”.

PR8, na margem esquerda do Tejo, traçado na União de Freguesias de Gavião e Atalaia, e designado Rota da Sirga. Foto: arquivo/mediotejo.net

Quanto aos percursos pedestres de Gavião permanecem interditos desde as intempéries de dezembro, por questões de segurança, não tendo ainda a autarquia informado da reabertura dos mesmos.

O vice-presidente da autarquia, responsável com o pelouro da Proteção Civil da Câmara Municipal de Gavião, já havia referido que a abertura só ocorrerá após avaliação das estruturas em termos de segurança e proteção.

Neste âmbito, a autarquia está também a efetuar planos de segurança para os utilizadores, tendo já sido aprovado em sede de executivo camarário o Plano Prévio de Intervenção para o PR8 – Rota da Sirga, estando em elaboração planos para todos os percursos pedestres do concelho. O documento ainda será aprovado em sede de Assembleia Municipal.

Percursos Pedestres em Gavião. PR8 – Rota da Sirga. Créditos: mediotejo.net

“Sentimos que a segurança dos utilizadores é fundamental, precisamos de ter um plano de intervenção delineado caso haja algo de anormal, um acidente ou algo que possa acontecer e que, assim, nos permita recolher as pessoas”, explicou José Pio.

“O plano permite saber onde há rede de telemóvel, onde o barco pode recolher alguém na Rota da Sirga, junto ao rio, ou no PR2 onde há estradas que permitam acesso ao percurso”, enumera o autarca, resumindo que o documento “prevê tudo em termos de socorro e resgate, em prol da segurança dos utentes”.

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Formada em Jornalismo, faz da vida uma compilação de pequenos prazeres, onde não falta a escrita, a leitura, a fotografia, a música. Viciada no verbo Ir, nada supera o gozo de partir à descoberta das terras, das gentes, dos trilhos e da natureza... também por isto continua a crer no jornalismo de proximidade. Já esteve mais longe de forrar as paredes de casa com estantes de livros. Não troca a paz da consciência tranquila e a gargalhada dos seus por nada deste mundo.

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